Devido ao aumento da produção de petróleo nos países da Opep+ (países membros e e aliados) e EUA, os preços do barril de petróleo devem cair a partir do ano que vem. Segundo a Energy Information Administration (EIA), que divulgou os dados na quinta-feira passada (18/11), esse cenário vai finalmente reverter a situação atual, em que a demanda por petróleo encontra-se muito maior que a oferta disponível nos estoques globais, gerando preços caros.

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Até o final deste ano, espera-se que a demanda continue excedendo a oferta até 2022, onde começará a acontecer um aumento nos estoques. Esse aumento não será impulsionado apenas pelo crescimento da produção nos países Opep+ e EUA, mas também por uma desaceleração da demanda global de petróleo.
A EIA espera que o preço do Brent (preço de referência internacional de petróleo bruto) caia de US$ 84/barril em outubro para US$66/barril em dezembro de 2022. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência do petróleo bruto dos EUA, cairá de uma média de US$ 81/barril em outubro de 2021 para US$62/barril em dezembro de 2022.
De acordo com a EIA, o consumo mundial de petróleo está mais acelerado que a produção desde o terceiro trimestre de 2020, e isso durou por cinco trimestres consecutivos. Essa situação tem contribuído para uma queda nas reservas dos estoques de petróleo nos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que registraram uma queda de 13% (equivalente a 424 milhões de barris).
Impactos da pandemia nos EUA
Nos Estados Unidos, a redução dos estoques fez com que o preço do WTI atingisse seu valor mais alto desde 2014, equivalente a US$ 84 por barril em novembro desse ano. Com a demanda por petróleo nos Estados Unidos voltando a atingir níveis pré-pandêmicos e a produção caminhando a passos lentos, os preços de petróleo bruto estavam ficando mais elevados. Agora, ocorre o fenômeno inverso.
Fonte: Petróleo Hoje.