“As florestas ao redor do mundo desempenham um papel critico na manutenção dos sistemas climáticos. Os povos indígenas e as comunidades locais que dependem delas e as protegem, deveriam receber maior reconhecimento e suporte .”
Desflorestamento e degradação das florestas tropicais representam mais de 15% da emissão global de gases efeito estufa. No Brasil representam mais de 40%.
Source: ‘Falling Short’ 2021 Rainforest Foundation Norway.

Apenas um terço das florestas mundiais remanescentes, detêm uma importância capital no planejamento para limitar a 1.5°C o aquecimento global, fato este reconhecido pelo Pacto de Glasgow. A interação entre as florestas, a biodiversidade e manejo ambiental, indica a necessidade de maior atenção a estes temas como preocupação central para o futuro da estabilidade climática.
As próprias florestas , e seus habitantes humanos – Os Povos Indígenas e as suas Comunidades Locais (IPLCs – Indigenous Peoples and Local Communities ) – se evolvem conjuntamente, cada uma sendo um produto da outra. As IPLCs desempenham uma estrategia de manejo sustentável, contribuindo profundamente para a conservação da biodiversidade local.
Onde suas atividades recebem suporte, a taxa de desflorestamento é menor. As IPLCs gestionam pelo menos 17% da estocagem global de carbono, igual a 33 vezes o total global de emissões de gases efeito estufa em 2017.
Independente de suas contribuições, as terras e cultura das Comunidades Indígenas estão sob ataque, e seus serviços na maioria das vezes não tem apoio financeiro. Financiamento direto das nações e órgãos governamentais são raros, e usualmente os canais que são utilizados são as agencias da ONU ou ONGs nacionais e internacionais.
A segurança das terras indígenas é o pivô central para a sustentação das florestas, permitindo que as Comunidades Indígenas continuem a trabalhar. Programas de sustentação das terras e gerenciamento dos recursos florestais atraem aproximadamente US$270 milhões por ano; sendo que somente 17% direcionados as Comunidades Indígenas para a implementação de programas de apoio.
Somente 11% do “funding” recebido objetiva a a segurança das terras – contra uma estimativa dos recursos requeridos da ordem de US$8 bilhões. Sem garantia do uso do solo, as Comunidades Indígenas vão perder suas terras, assim como suas florestas continuarão a encolher. O custo de perdas humanas é incalculável; o clima global depende fundamentalmente do manejo destes recursos florestais.
As IPLCs necessitam, urgentemente de financiamento e suporte politico, e nós o planeta, necessitamos urgentemente que eles recebam este suporte.
Eles oferecem para nos uma esperança para reparar o relacionamento da humanidade com a natureza.
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