Estudo aponta que 660 milhões de pessoas não terão acesso à energia elétrica em 2030

Enquanto estamos falando de Transição Energética, tema sem duvida, de altíssima importância, para o clima e para a sobrevivência do planeta, frente as mudanças climáticas; existe uma desigualdade brutal entre os países desenvolvidos que já estão discutindo a eletrificação, o uso do Hidrogênio Verde, energia eólica, solar offshore, etc; um estudo divulgado em junho/21, pela Agência Internacional de Energia (IEA), Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (UN DESA), Banco Mundial e Organização Mundial da Saúde (OMS), mostrando que 660 milhões de pessoas no mundo não terão acesso a energia elétrica em 2030.

Denominado Tracking SDG 7: The Energy Progress Report (2021), o estudo mapeia as metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7 (ODS 7), que visa assegurar o acesso universal à energia segura, sustentável e moderna para todos.

Mesmo no Brasil, estudos da EPE – Empresa de Pesquisa Energética do MME – Ministério de Minas e Energia, o “Atlas de Eficiência Energética 2020” , dados de 2019, mostra que 27% das residencias brasileiras ainda utiliza a lenha como energia para cocção de alimentos !! Este numero já foi 38% em 2005, e o estudo mostrou que houve uma melhora significativa entre 2002 e 2014, em função da melhoria econômica das famílias, mas ainda é muito alto; ou seja mais de 1/4 das residencias no Brasil utiliza a lenha como energia !

Suspeitamos que nos últimos 2 anos, em função do desemprego, Covid-19, e outros fatores sócio-econômicos, estes números podem ter piorado novamente, mas ainda não temos dados para dizer.

Quase 1 milhão de pessoas não têm acesso à energia elétrica na Amazônia. Este dado de 2019, faz parte de estudo elaborado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente, que analisou a exclusão elétrica nos 9 estados que compõem a Amazônia Legal.

Temos sim que fazer uma transição energética justa, mas também inclusiva, para que 660 milhões de pessoas não fiquem de fora.

A boa noticia, é que uma das fontes mais abundantes na natureza, que é a energia solar, pode ser a solução para o problema dos países subdesenvolvidos e afastados dos grandes centros de produção de energia, áreas remotas como a Africa subsaariana, as vilas no interior da Amazônia, e em áreas rurais afastadas dos grandes centros em todo o mundo subdesenvolvido; desde que haja um esforço internacional coordenado, através de politicas publicas dos países ricos, que ajudem os países mais pobres a dar este salto qualitativo de inclusão em uma década. Precisa haver vontade politica para fazer.

O documento Tracking SDG 7: The Energy Progress Report (2021) aponta avanços importantes na última década, que vai de 2010 a 2019, quando mais de um bilhão de pessoas obtiveram acesso à eletricidade em todo o mundo. A eletrificação por meio de soluções descentralizadas de base renovável, em particular, ganhou impulso e o número de pessoas conectadas a mini redes mais que dobrou entre 2010 e 2019, passando de 5 para 11 milhões de pessoas.

No entanto, de acordo com as políticas atuais e planejadas e posteriormente afetadas pela crise Covid-19, isso não será suficiente para universalizar o acesso à energia para toda população mundial.

Por outro lado, o impacto financeiro da Covid-19 tornou os serviços básicos de eletricidade inacessíveis para mais 30 milhões de pessoas, a maioria localizada na África Subsaariana. Atualmente, 759 milhões de pessoas ainda vivem sem eletricidade no mundo.

A América Latina e o Caribe têm a maior parcela dos usos modernos de energia renovável, graças à energia hidrelétrica para eletricidade, bioenergia para processos industriais e biocombustíveis para transporte. O Leste e o Sudeste asiático, assim como a América Latina e Caribe, estão se aproximando do acesso universal, com mais de 98% de sua população tendo acesso à eletricidade.

O relatório examina várias maneiras de preencher as lacunas para alcançar o ODS 7, sendo as principais delas dobrar o progresso em eficiência energética, a colaboração internacional e aumentar significativamente o uso de energias renováveis ​​- que se mostraram mais resilientes do que outras partes do setor de energia durante a crise do Covid-19.

Créditos : Canal Energia.com.br

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