Enquanto todas as emissões de CO2 do Brasil da agricultura , pecuária, indústria , siderurgia, petróleo e gás, etc, respondem por 1.169 Mton CO2 eq/ano, somente as queimadas e o desflorestamento respondem por mais de 788 Mton CO2 eq/ano, dados do SEEG- Observatório do Clima de 2018, ou seja mais de 40% das emissões de CO2 se devem a causas que nunca deveriam estar acontecendo! Por mais que sejam importantes as ações que os diversos setores citados estão fazendo, e são, para chegarmos as metas estabelecidas pelo Brasil em Glasgow na Escócia, para controlar o aumento da temperatura do planeta em no máximo 1,5 ºC até 2050; a destruição da floresta deveriam simplesmente parar, ser ZERO!
Estes dados fizeram parte de uma Webinar sobre Transição Energética, promovida pelo CEBRI- Centro Brasileiro de Relações Internacionais , em abril/20, na qual o ex-ministro Joaquim Levy fez uma brilhante exposição sobre as relações entre a Transição Energética e o crescimento do PIB. Nesta apresentação, foi mostrado este quadro abaixo, que fala por si só.
O mais preocupante, é que após 2018, os dados de desmatamento só pioraram, notadamente dados divulgados pelo Brasil, sintomaticamente pós COP 26.

É logico que se olharmos somente para o total, excluindo o desmatamento, ainda encontramos quase 48% deste valor de 1.169 Mton CO2 eq/ano devidos a pecuária e a agricultura, mas todos sabemos que a agricultura no Brasil está altamente desenvolvida tecnologicamente e não necessita desmatar para ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo, e mesmo a pecuária tem muitas áreas disponíveis para crescer sem necessidade de desmatamento. O desmatamento ilegal, é o maior problema do Brasil.
Para reforçar este conceito, vejam que as emissões de origem fóssil do Brasil, quando medidas per capita e em relação ao PIB de cada pais , mostra o Brasil em uma posição até confortável, quando comparado com outras economias do mundo, como nos mostra o Ex-ministro Joaquim Levi, no quadro abaixo.

Isto não significa que nada precisa ser feito, mas primeiro o Brasil tem que parar de desmatar urgentemente, até para ter credibilidade internacional, para disputar os financiamentos que serão necessários para as energias renováveis do futuro, como a eólica offshore, a eletrificação com energias renovareis solar e eólicas, etc, campos que o Brasil tem um potencial gigantesco de gerar empregos altamente qualificados e ajudar o Brasil a crescer. Temos um grande desafio tecnológico com o Hidrogênio Verde, de convergência em decidir politicas publicas inclusivas para que a população do pais e as comunidades possam participar e se beneficiar desta transição energética, mas insisto TEMOS QUE PARAR DE DESTRUIR NOSSAS FLORESTAS.
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