No mercado de trabalho, a transição energética, pode resultar em um ganho de cerca de 200 milhões e uma perda de cerca de 185 milhões de empregos diretos e indiretos globalmente até 2050, diz a consultoria McKinsey. 

No mercado de trabalho, a transição pode resultar em um ganho de cerca de 200 milhões de empregos e uma perda de cerca de 185 milhões de empregos diretos e indiretos globalmente até 2050. 

Isso inclui a demanda por empregos nas operações e na construção de novos empreendimentos. 

A McKinsey estima uma redução de nove milhões na demanda por empregos nos setores de extração e produção de combustíveis fósseis, e de quatro milhões na geração de energia a partir de fósseis, como carvão.

Em contrapartida, cerca de oito milhões de empregos diretos seriam criados em energia renovável, hidrogênio e biocombustíveis até 2050. 

Expostos ao risco. À medida que os ativos de alta emissão são reduzidos e os de baixa emissão aumentam na transição, os riscos incluem avanço dos preços e volatilidade do fornecimento de energia, e deterioração dos ativos.

“Embora a transição crie oportunidades, setores com produtos ou operações de alta emissão – que geram cerca de 20% do PIB global – enfrentariam efeitos substanciais na demanda, custos de produção e emprego”, diz o relatório da McKinsey. 

No cenário Net Zero 2050, a produção de carvão para uso de energia seria praticamente eliminada em 2050, e os volumes de produção de petróleo e gás seriam cerca de 55% e 70% menores, respectivamente, do que hoje. 

Essas mudanças, no entanto, teriam impactos sobre os custos de produção em setores como aço e cimento, que enfrentariam aumentos até 2050 de cerca de 30% e 45%, respectivamente.

O alerta também vale para os países mais pobres e os altamente dependentes de combustíveis fósseis.

“Esses países são mais suscetíveis a mudanças na produção, estoque de capital e emprego porque os setores expostos constituem partes relativamente grandes de suas economias”. 

O relatório calcula que países da África Subsaariana e a Índia, entre outros mais expostos ao risco, precisam investir hoje 1,5 vezes ou mais do que as economias avançadas, como parcela do PIB, para apoiar o desenvolvimento econômico e construir infraestrutura de baixo carbono

Daí a corrida desses setores para encontrar alternativas de baixo carbono. O que, segundo a análise, pode ser mais econômico.

Por exemplo, melhorar a eficiência energética dos sistemas de aquecimento em usinas siderúrgicas reduz as emissões e os custos operacionais

“Mesmo quando a descarbonização aumenta os custos operacionais, as empresas podem se beneficiar desse passo – por exemplo, se os consumidores estiverem dispostos a pagar mais por produtos de baixo carbono ou se as empresas estiverem sujeitas a mandatos de precificação de carbono”.

Créditos: Diálogos da Transição Epbr/McKinsey

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