EUA sancionam US$ 369 bi para transição energética

Os Estados Unidos ganharam esta semana uma legislação bilionária para transição energética e mudanças climáticas, com a sanção da Lei de Redução da Inflação. A lei sancionada pelo presidente estadunidense, Joe Biden, inclui um investimento de US$ 369 bilhões em políticas climáticas e energéticas.

A agenda climática foi uma das principais pautas de Joe Biden em sua campanha presidencial, em 2020.

Os Estados Unidos ganharam esta semana uma legislação bilionária para transição energética e mudanças climáticas, com a sanção da Lei de Redução da Inflação.
 
A lei sancionada pelo presidente estadunidense, Joe Biden, inclui um investimento de US$ 369 bilhões em políticas climáticas e energéticas, US$ 64 bilhões para reduzir os custos de seguro de saúde, e um imposto corporativo mínimo de 15% destinado a empresas que ganham mais de US$ 1 bilhão por ano.
 
Durante a cerimônia de assinatura na terça (17/8), Biden classificou a legislação como uma das medidas “mais significativas da história do país”.
 
O projeto foi aprovado na Câmara na última sexta-feira em uma votação de 220 a 207. Antes, passou pelo Senado com voto de desempate da vice-presidente do país, Kamala Harris.
 
Na visão de analistas, a aprovação marcou um dos esforços legislativos mais bem-sucedidos dos Democratas do Congresso – e também uma conquista que parecia cada vez mais improvável.

Mesmo sendo um marco da transição no país para uma economia limpa – após quatro anos de desmontes ambientais promovidos pela gestão anterior, de Donald Trump – a legislação deixa algumas lacunas. 
 
Uma delas é que, as medidas aprovadas, segundo os próprios cálculos do governo, perseguem uma redução de 40% das emissões dos EUA até 2030, abaixo do compromisso de chegar a 50% ou 52% a menos.
 
Além disso, recebeu críticas de grupos ambientalistas que consideram que a justiça climática ficou de fora, enquanto os combustíveis fósseis seguem ganhando tempo.

Apesar disso, a Casa Branca traz indicativos de como os incentivos vão impactar a economia e a vida dos estadunidenses. Entre eles:

  • Economia de cerca de US$ 1.000 por ano para as famílias que receberem os créditos fiscais de energia limpa e veículos elétricos;
  • Mais 7,5 milhões de famílias poderão instalar energia solar em seus telhados com um crédito fiscal de 30%;
  • Economia média de US$ 500 por ano por família com os gastos com energia;
  • Instalações de 950 milhões de painéis solares e 120 mil turbinas eólicas até 2030 para abastecer casas, empresas e comunidades;
  • Cerca de 2,3 mil fábricas de baterias em escala de rede;
  • Fortalecer a resiliência climática e proteger quase dois milhões de acres (809 mil hectares) de florestas nacionais;
  • Reduzir as emissões de gases de efeito estufa em cerca de um bilhão de toneladas em 2030.

Créditos: Epbr/Diálogos da Transição

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