Estudo aponta que 660 milhões de pessoas não terão acesso à energia elétrica em 2030

Enquanto estamos falando de Transição Energética, tema sem duvida, de altíssima importância, para o clima e para a sobrevivência do planeta, frente as mudanças climáticas; existe uma desigualdade brutal entre os países desenvolvidos que já estão discutindo a eletrificação, o uso do Hidrogênio Verde, energia eólica, solar offshore, etc; um estudo divulgado em junho/21, pela Agência Internacional de Energia (IEA), Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (UN DESA), Banco Mundial e Organização Mundial da Saúde (OMS), mostrando que 660 milhões de pessoas no mundo não terão acesso a energia elétrica em 2030.

Denominado Tracking SDG 7: The Energy Progress Report (2021), o estudo mapeia as metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7 (ODS 7), que visa assegurar o acesso universal à energia segura, sustentável e moderna para todos.

Mesmo no Brasil, estudos da EPE – Empresa de Pesquisa Energética do MME – Ministério de Minas e Energia, o “Atlas de Eficiência Energética 2020” , dados de 2019, mostra que 27% das residencias brasileiras ainda utiliza a lenha como energia para cocção de alimentos !! Este numero já foi 38% em 2005, e o estudo mostrou que houve uma melhora significativa entre 2002 e 2014, em função da melhoria econômica das famílias, mas ainda é muito alto; ou seja mais de 1/4 das residencias no Brasil utiliza a lenha como energia !

Suspeitamos que nos últimos 2 anos, em função do desemprego, Covid-19, e outros fatores sócio-econômicos, estes números podem ter piorado novamente, mas ainda não temos dados para dizer.

Quase 1 milhão de pessoas não têm acesso à energia elétrica na Amazônia. Este dado de 2019, faz parte de estudo elaborado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente, que analisou a exclusão elétrica nos 9 estados que compõem a Amazônia Legal.

Temos sim que fazer uma transição energética justa, mas também inclusiva, para que 660 milhões de pessoas não fiquem de fora.

A boa noticia, é que uma das fontes mais abundantes na natureza, que é a energia solar, pode ser a solução para o problema dos países subdesenvolvidos e afastados dos grandes centros de produção de energia, áreas remotas como a Africa subsaariana, as vilas no interior da Amazônia, e em áreas rurais afastadas dos grandes centros em todo o mundo subdesenvolvido; desde que haja um esforço internacional coordenado, através de politicas publicas dos países ricos, que ajudem os países mais pobres a dar este salto qualitativo de inclusão em uma década. Precisa haver vontade politica para fazer.

O documento Tracking SDG 7: The Energy Progress Report (2021) aponta avanços importantes na última década, que vai de 2010 a 2019, quando mais de um bilhão de pessoas obtiveram acesso à eletricidade em todo o mundo. A eletrificação por meio de soluções descentralizadas de base renovável, em particular, ganhou impulso e o número de pessoas conectadas a mini redes mais que dobrou entre 2010 e 2019, passando de 5 para 11 milhões de pessoas.

No entanto, de acordo com as políticas atuais e planejadas e posteriormente afetadas pela crise Covid-19, isso não será suficiente para universalizar o acesso à energia para toda população mundial.

Por outro lado, o impacto financeiro da Covid-19 tornou os serviços básicos de eletricidade inacessíveis para mais 30 milhões de pessoas, a maioria localizada na África Subsaariana. Atualmente, 759 milhões de pessoas ainda vivem sem eletricidade no mundo.

A América Latina e o Caribe têm a maior parcela dos usos modernos de energia renovável, graças à energia hidrelétrica para eletricidade, bioenergia para processos industriais e biocombustíveis para transporte. O Leste e o Sudeste asiático, assim como a América Latina e Caribe, estão se aproximando do acesso universal, com mais de 98% de sua população tendo acesso à eletricidade.

O relatório examina várias maneiras de preencher as lacunas para alcançar o ODS 7, sendo as principais delas dobrar o progresso em eficiência energética, a colaboração internacional e aumentar significativamente o uso de energias renováveis ​​- que se mostraram mais resilientes do que outras partes do setor de energia durante a crise do Covid-19.

Créditos : Canal Energia.com.br

Brasil e Dinamarca assinam memorando de entendimento sobre energias renováveis e transição energética.

Brasil e Dinamarca estiveram lado a lado no Diálogo de Alto Nível das Nações Unidas sobre Energia, tendo liderado o eixo de transição energética. Ambos os países estão comprometidos com a promoção de uma transição energética justa, combinando a descarbonização com a inclusão social e econômica.

Foto por Kelly em Pexels.com

O Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e o Ministro do Clima, Energia e Serviços Públicos da Dinamarca, Dan Jørgensen, assinaram nesta terça-feira (7/12), em reunião em formato virtual, “Memorando de Entendimento entre Brasil e Dinamarca sobre Energias Renováveis e Transição Energética”.

Os dois países vêm desenvolvendo trabalho bilateral na área de energias renováveis, com ênfase em energia eólica “offshore” e na conversão de resíduos ( RSU) em energia (“waste to energy”).

Missão técnica do MME, liderada pelo Secretário Adjunto de Planejamento Energético, Marcello Cabral, e integrada por técnicos do MME da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), visitou a Dinamarca, no período de 30/11 a 4/12, a convite da Agência Dinamarquesa de Energia (DEA), com vistas a dar início ao estabelecimento de programa de trabalho para a cooperação.

A intensificação da cooperação energética entre Brasil e Dinamarca tem sido acompanhada por crescente interesse de grupos empresariais e investidores privados dinamarqueses no setor de energias renováveis brasileiro.

Acesse aqui a íntegra em português do Memorando de Entendimento entre Brasil e Dinamarca sobre Energias Renováveis e Transição Energética.

Acesse aqui a íntegra em inglês do Memorando de Entendimento entre Brasil e Dinamarca sobre Energias Renováveis e Transição Energética.

Chamada pública do Senai e CTG Brasil atrai 31 projetos de hidrogênio verde !

Propostas somam R$ 183,7 milhões, valor 10 vezes maior do que o previsto no edital; disputa atraiu “startups” e grandes empresas de 13 estados.

Fonte Energia Hoje

Senai e a CTG Brasil anunciaram que sua chamada pública destinada ao apoio de projetos de hidrogênio verde no Brasil recebeu um total de 31 inscrições, com valor somado de R$ 183,7 milhões em propostas.

O valor total dos projetos é 10 vezes maior do que o montante previsto no edital, de R$ 18 milhões, e inclui R$ 21 milhões em contrapartidas das empresas proponentes para financiamento.

A iniciativa, lançada em outubro deste ano, atraiu propostas de startups e de grandes companhias de 13 estados brasileiros.

Entre as ideias apresentadas, 74% focam na produção de hidrogênio, 20% no uso industrial, 3% no transporte e outros 3% em certificações do produto.

O estado com mais destaque na chamada é o Paraná, que totaliza cerca de R$ 24,2 milhões em projetos. Em seguida estão os estados de Santa Catarina, com R$ 17,20 milhões; Ceará, com R$ 16,4 milhões, e Rio Grande do Norte e Amapá, ambos com R$ 14,5 milhões.

A disputa também recebeu propostas de empresas do Mato Grosso do Sul, Bahia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Espírito Santo e São Paulo.

No momento, a seleção está passando pela fase de análise das propostas, sendo que o resultado preliminar está previsto para ser anunciado no início de dezembro.

Os projetos que avançarem para a segunda etapa passarão por uma curadoria para identificação de possíveis sinergias e aprovação final da CTG Brasil.

O resultado final sai em 17 de dezembro, e em 2022 inicia-se a fase de prospecção de possíveis parceiros internacionais para o desenvolvimento das ideias selecionadas.

Segundo a Senai e a CTG Brasil, não há uma estimativa de quantos dos inscritos serão contratados. Os projetos escolhidos terão prazo de execução de até 36 meses, a partir da assinatura do contrato. A iniciativa faz parte do programa Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da Aneel.

Instituto Ilumina não vê motivo de otimismo para período úmido

O engenheiro Roberto D’Araújo, diretor do Instituto Ilumina, disse que discorda do otimismo do diretor geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, em relação às perspectivas do SIN para o período úmido que começou nesta quarta-feira, 1º de dezembro. Para Roberto D’Araújo, para recuperar de 60% a 70% dos reservatórios, será necessário chover como nunca! Como pode ser observado no gráfico abaixo, do Instituto Acende Brasil, houve uma queda estrutural de 38% na ultima década.

Fonte: Energia Hoje

Programa Energia Transparente – Instituto Acende Brasil

“Para que consigamos recuperar de 60% a 70% da capacidade dos reservatórios terá que chover como nunca choveu”, disse D’Araújo. Na sua avaliação, é enganoso atribuir a atual crise hídrica apenas à falta de chuvas em 2021, uma vez que o atual ciclo de seca já vinha se desenhando há vários anos e também porque o histórico mostra que já houve outros ciclos tão ou mais severos, como o de 1949 a 1956, com epicentro em 1953.

Ciocchi disse, em evento sobre energia nuclear, que apesar da dependência das chuvas para recuperar os reservatórios das hidrelétricas, o trabalho feito pelo governo desde outubro do ano passado vai permitir que o período 2021/2022 seja mais confortável para o SIN do que foi 2020/2021, mesmo que a quantidade de chuvas neste período úmido seja a mesma que foi no período passado.

Para o especialista, Roberto D’Araújo, a principal razão para a crise atual, sem minimizar o papel das mudanças climáticas, foi a falta de investimentos. D’Araújo disse que se for examinado o PDE 2011, projetando a geração para 2021, será possível verificar que não foram construídas as hidrelétricas que estavam planejadas, uma falha que ele atribui ao progressivo afastamento do setor público do segmento.

Para o diretor do Ilumina, grandes projetos hidrelétricos precisam da participação pública para se viabilizarem. “Só 8% das hidrelétricas brasileiras foram feitos pelo setor privado”, afirmou, acrescentando que o portfólio atual de hídricas das geradoras privadas ou foi feito em parceria com o setor público, como as estruturantes da Amazônia, ou foi comprado já pronto.

D’Araújo avalia ainda que o mercado livre não alavancou a quantidade de investimentos compatível com seu porte atual. Ele comemorou a aprovação na última terça-feira pela Aneel da regulamentação para as usinas híbridas e associadas, mas disse que o Brasil estás muito atrasado nessa tecnologia de compartilhamento de espaços e de sistemas de transmissão que, na sua visão, pode trazer mais capacidade e segurança do que outras alternativas, inclusive a construção de novos reservatórios.

O atual período úmido chega encontrando os reservatórios em condições muito parecidas com as do início do período de chuvas passado. No dia 30/11 deste ano, segundo os dados do ONS, os reservatórios do SE/CO estavam com 19,66% de volume, os do Nordeste, com 37,87%, os do Sul, com 53,76% e os do Norte com 32,74%.

No mesmo dia de 2020, os do SE/CO, intensamente usados nas semanas anteriores, estavam em 17,72%, os do Nordeste, em 52,18%, os do Sul, em 18,25% e os do Norte, em 28,93%. D’Araújo avalia que para tudo ficar bem em 2022 será preciso muita ajuda de São Pedro.

Empregos no setor de renováveis crescem e puxam desafios para transição justa

O Brasil tem uma excelente oportunidade de criar empregos de qualidade na área de energia renováveis. Já tratamos disso neste blog, e para reforçar vejam a situação no mundo : O setor de energia renovável empregou 12 milhões de pessoas em 2020, com a geração de cerca de 500 mil novos postos de trabalho, e teve um desempenho melhor do que a energia fóssil durante a pandemia Covid-19, indica a Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, em inglês).

A expectativa é que, até 2050, o segmento de renováveis seja responsável por 43 milhões de empregos — dos 122 milhões de trabalhadores no setor de energia. 

Fonte: Diálogos da Transição/Epbr

O setor de energia renovável empregou 12 milhões de pessoas em 2020, com a geração de cerca de 500 mil novos postos de trabalho, e teve um desempenho melhor do que a energia fóssil durante a pandemia Covid-19, indica a Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, em inglês).

A expectativa é que, até 2050, o segmento de renováveis seja responsável por 43 milhões de empregos — dos 122 milhões de trabalhadores no setor de energia. 

Apesar dos números positivos, ainda há um longo caminho a ser percorrido para alcançar a chamada transição justa.

A transição energética revelou a necessidade de expandir a qualificação em todas as regiões do mundo para criar uma força de trabalho especializada. Atender a essa necessidade exigirá mais treinamento vocacional, currículos mais sólidos e maior treinamento de instrutores. 

Na outra ponta, será preciso garantir empregos decentes, diversidade de gênero, inclusão de minorias e oportunidades adequadas para jovens nessa equação. 

“Empregos decentes não serão criados automaticamente na transição energética; o apoio político ambicioso e os investimentos em uma transição energética orientada para o futuro, segura para o clima e justa precisarão ser sustentados e expandidos”, diz a Irena.

De acordo com a análise, as estruturas salariais variam enormemente entre países e segmentos. Uma grande parte da cadeia de abastecimento de bioenergia, por exemplo, emprega trabalhadores agrícolas de baixa remuneração e condições de trabalho perigosas, alerta.

“Estruturas políticas abrangentes baseadas em um diálogo social eficaz devem usar incentivos do mercado de trabalho para abrir novas possibilidades para trabalhadores que perdem empregos na energia convencional, juntamente com políticas industriais e empresariais para alavancar as indústrias domésticas existentes”, completa.

O relatório da agência aponta ainda para a falta de integração entre conteúdo local e emprego local, especialmente no segmento de geração eólica onde serão necessários mais esforços e acordos de contratação, desenvolvimento técnico e capacitação da população onde os projetos são instalados

Perfil dos empregos em renováveis em 2020 (Irena):

  • Com 4 milhões de trabalhadores, a indústria solar fotovoltaica gerou pouco mais de 200 mil novos empregos em 2020, e se mantém como o segmento que mais emprega.
  • Já os empregos na área de biocombustíveis caíram ligeiramente em todo o mundo para 2,4 milhões (de 2,5 milhões em 2019), devido às reduções na demanda durante a pandemia, preços mais baixos para combustíveis fósseis e algumas políticas adversas. Exemplo do Brasil, que tem reduzido o percentual obrigatório de biodiesel no diesel.

Eólica subiu de 1,17 milhão em 2019 para 1,25 milhão de postos de trabalho em 2020, sendo um número crescente nas operações e manutenção e na energia eólica offshore

Gerenciamento dos Ecossistemas Florestais- O papel das Comunidades Indígenas.

“As florestas ao redor do mundo desempenham um papel critico na manutenção dos sistemas climáticos. Os povos indígenas e as comunidades locais que dependem delas e as protegem, deveriam receber maior reconhecimento e suporte .”

Desflorestamento e degradação das florestas tropicais representam mais de 15% da emissão global de gases efeito estufa. No Brasil representam mais de 40%.

Source: ‘Falling Short’ 2021 Rainforest Foundation Norway.

Apenas um terço das florestas mundiais remanescentes, detêm uma importância capital no planejamento para limitar a 1.5°C o aquecimento global, fato este reconhecido pelo Pacto de Glasgow. A interação entre as florestas, a biodiversidade e manejo ambiental, indica a necessidade de maior atenção a estes temas como preocupação central para o futuro da estabilidade climática.

As próprias florestas , e seus habitantes humanos – Os Povos Indígenas e as suas Comunidades Locais (IPLCs – Indigenous Peoples and Local Communities ) – se evolvem conjuntamente, cada uma sendo um produto da outra. As IPLCs desempenham uma estrategia de manejo sustentável, contribuindo profundamente para a conservação da biodiversidade local.

Onde suas atividades recebem suporte, a taxa de desflorestamento é menor. As IPLCs gestionam pelo menos 17% da estocagem global de carbono, igual a 33 vezes o total global de emissões de gases efeito estufa em 2017.

Independente de suas contribuições, as terras e cultura das Comunidades Indígenas estão sob ataque, e seus serviços na maioria das vezes não tem apoio financeiro. Financiamento direto das nações e órgãos governamentais são raros, e usualmente os canais que são utilizados são as agencias da ONU ou ONGs nacionais e internacionais.

A segurança das terras indígenas é o pivô central para a sustentação das florestas, permitindo que as Comunidades Indígenas continuem a trabalhar. Programas de sustentação das terras e gerenciamento dos recursos florestais atraem aproximadamente US$270 milhões por ano; sendo que somente 17% direcionados as Comunidades Indígenas para a implementação de programas de apoio.

Somente 11% do “funding” recebido objetiva a a segurança das terras – contra uma estimativa dos recursos requeridos da ordem de US$8 bilhões. Sem garantia do uso do solo, as Comunidades Indígenas vão perder suas terras, assim como suas florestas continuarão a encolher. O custo de perdas humanas é incalculável; o clima global depende fundamentalmente do manejo destes recursos florestais.


As IPLCs necessitam, urgentemente de financiamento e suporte politico, e nós o planeta, necessitamos urgentemente que eles recebam este suporte.

Eles oferecem para nos uma esperança para reparar o relacionamento da humanidade com a natureza.

O presidente Alberto Fernández anunciou que se põe em marcha o processo para a construção do gasoduto Néstor Kirchner

O presidente Alberto Fernández anunciou hoje na Casa Rosada o inicio do processo de construção da primeira etapa do gasoduto “Néstor Kirchner” e do Sistema de Gasodutos Transport.Ar Producción Nacional, cuja implantação permitirá garantir a ampliação da capacidade de transporte do sistema nacional de gasodutos, primeira etapa incremento de 24 Milhões m³/dia, substituindo importações de GNL, além de incrementar a capacidade exportadora de gás aos países vizinhos e gerar um maior ganho fiscal e geração de divisas. Lembrando que a Argentina possuem uma das maiores reservas mundias de “shale gas”, de 300 TCF, conhecido como Vaca Muerta, que poderia ser exportado ao Brasil, a preços bem competitivos, sendo uma das alternativas, através da fronteira em Uruguaiana; com a construção do Gasoduto Uruguaiana- Porto Alegre, com 594 Km de extensão, da TSB, que já consta do Plano Indicativo de Gasodutos de Transporte (PIG), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão vinculado ao MME.

Al finalizar la reunión con el secretario de Energía, Darío Martínez y el secretario de Asuntos Estratégicos, Gustavo Béliz, el Presidente manifestó la voluntad política del Gobierno nacional para avanzar con la obra, mediante  la convocatoria a licitación pública, con el aumento de la partida presupuestaria correspondiente al primer tramo del proyecto en 40.000.000.000 pesos.

El mandatario instruyó a la Secretaría de Energía y a IEASA a avanzar con rapidez en el llamado a licitación pública y pudo además interiorizarse acerca de los detalles del proyecto, que al finalizarse alcanzará un incremento en la capacidad de transporte de 24 millones de metros cúbicos diarios y generará un ahorro de divisas de 1.465 millones de dólares anuales y un ahorro fiscal de 1.060 millones por sustitución de importaciones de GNL y Gas Oil, además de compensar la caída en los niveles de producción correspondientes a la provisión boliviana.

Por otro lado, el secretario de Energía transmitió al Presidente también la necesidad de avanzar en el esquema de desarrollo de la segunda etapa del proyecto, en la medida en que su concreción implicará el aumento de la capacidad total de transporte en 44 millones de metros cúbicos por día, lo cual permitirá además abastecer integralmente la demanda interna con gas argentino y potenciar la capacidad exportadora del país.

De esa forma, se generarán ahorros anuales totales de hasta 2.690 millones de dólares en materia de divisas y de 1.946 millones de dólares en cuanto a costo fiscal.

La primera etapa del proyecto gasoducto Néstor Kirchner y del Sistema de Gasoductos Tranport.Ar Producción Nacional incluye las obras de construcción entre Tratayen y Salliqueló, y entre Mercedes y Cardales, la ampliación del Gasoducto NEUBA II (Ordoqui), la construcción de los tramos finales en AMBA Sur y Norte, la reversión del Gasoducto Norte en sus etapas I y II, y la ampliación del Gasoducto Centro Oeste.

La segunda etapa, en tanto, contempla la construcción del Gasoducto Nestor Kirchner entre Salliqueló y San Jerónimo, la culminación de la reversión del Gasoducto Norte, la ampliación de la capacidad de transporte del GNEA, la conexión GNEA a San Jerónimo y Loops, y aumento de Compresión en Aldea Brasilera (Gasoducto Entrerriano).

El Secretario de Energía además  informó al Presidente que por el desarrollo del Plan Gas.Ar la producción de Gas Natural tuvo un crecimiento de tal magnitud que la capacidad de transporte puede saturar los gasoductos actuales.

Por lo tanto, y dada la potencialidad de Vaca Muerta, es necesario construir un nuevo sistema de gasoductos que permitan desarrollar al máximo la producción de gas argentino para reemplazar las costosas importaciones de GNL y gas oil que el país se ve obligado a realizar todos los años para completar el abastecimiento de la demanda interna y para insumo de nuestras Centrales Térmicas de Generación Eléctrica.

Darío Martínez: “Ponemos en marcha la construcción de las Obras del Gasoducto Néstor Kirchner y Transport.Ar”

El Presidente de la Nación Alberto Fernández decidió incorporar fondos presupuestarios por u$d 400 MM para completar el financiamiento de la primera etapa del Gasoducto Presidente Néstor Kirchner y sus obras complementarias, previstas en el Sistema de Gasoductos Transport.Ar Producción Nacional.

El Secretario de Energía Darío Martínez resaltó que “la conclusión de las obras de esta primera etapa permitirá un incremento en la capacidad de transporte de 24 Millones de m3 diarios, y generará un ahorro de divisas de u$d 1.465 MM anuales y un ahorro fiscal de u$d 1.060 MM anual, por sustitución de importaciones de GNL, Gas Oil, así como compensar la caída de la producción de nuestro proveedor Boliviano. De igual manera, estas obras potenciaran la capacidad exportadora de Gas a nuestros países vecinos”.

Con la firma de un DNU de reestructura general del Presupuesto 2021, el Presidente asignará $40.000.000.000 adicionales a la construcción del Sistema de Gasoductos Transport.Ar, con lo cual se completa el esquema de financiamiento de la primera etapa cuyo costo preliminar asciende a u$d 1.566 MM.

Martínez declaró que “el Presidente nos instruyó a que iniciemos de inmediato las obras de la primera etapa del Proyecto Transport.Ar Gasoducto Nestor Kirchner, y para eso decidió completar con aportes del Tesoro, los fondos necesarios para asegurar la financiación.”

El Primer Mandatario mantuvo una reunión de trabajo con el Secretario de Energía de la Nación, Darío Martínez, en la cual se analizaron distintos aspectos de este ambicioso proyecto que implica una importante ampliación de la capacidad de transporte del sistema de Gasoductos de nuestro País, del cual el Gasoducto Presidente Néstor Kirchner es la obra emblemática.

El secretario de Energía informó al Presidente que, producto del desarrollo del Plan Gas.Ar, la producción de Gas Natural del País ha verificado un crecimiento de tal magnitud que ha producido que la capacidad de evacuación de esa producción se vera próximamente colapsada.

Al respecto, Martínez afirmó que “dada la potencialidad de producción de Vaca Muerta, es necesario construir un sistema de Gasoductos que permitan desarrollar al máximo la producción de Gas Argentino para reemplazar las costosas importaciones de GNL y Gas Oil que el país se ve obligado a realizar todos los años para completar el abastecimiento de la demanda interna de Gas y para insumo de nuestras Centrales Térmicas de Generación Eléctrica”.

El Presidente instruyó al Secretario de Energia a que junto a IEASA ponga en marcha de inmediato el primer paso de este importante proyecto que está diseñado técnicamente en dos etapas.

El Secretario de Energía explicó que “la primera etapa cuya financiación el Presidente completara en el DNU de reestructuración del Presupuesto 2021, incluyen las obras de construcción del Gasoducto Presidente Néstor Kirchner etapa I entre Tratayen y Saliquelo, construcción del Gasoducto entre Mercedes y Cardales, ampliación Gasoducto NEUBA II (Ordoqui), construcción tramos finales AMBA Sur y Norte, reversión del Gasoducto Norte etapas I y II, y ampliación del Gasoducto Centro Oeste”, y agregó que “a tal fin, el Presidente resolvió aumentar en $ 40.000.000.000 las partidas presupuestarias de 2021 para completar con fondos del tesoro el esquema de financiamiento necesario para garantizar la construcción de las obras”.

El Secretario de Energía informó al Presidente que es necesario avanzar en el esquema de la segunda etapa del proyecto ya que su concreción total implica la materialización de un sistema diseñado para aumentar en total la capacidad de transporte en 44 millones de m3 dia, lo que nos permitirá abastecer integralmente la demanda interna con Gas Argentino y potenciar nuestra capacidad exportadora, generando ahorros anuales totales de hasta u$d 2.690 MM en materia de divisas y de u$d 1.946 MM en materia de Costo Fiscal.

La segunda etapa del proyecto incluye la construcción del Gasoducto Presidente Néstor Kirchner Etapa II entre Saliquelo y San Jerónimo, la culminación de la reversión del Gasoducto Norte, la ampliación de la capacidad de transporte del GNEA, la conexión GNEA a San Jerónimo y Loops y Compresión en Aldea Brasilera (Gasoducto Entrerriano). Fonte: Argentina.gob.ar

Crise de confiança ameaça resultados da COP26, diz relatório do Climate Crisis Advisory Group

Após um certo clima de euforia, pós-COP 26 onde se olhou o “copo meio cheio” pelo fato da Conferencia ter ocorrido e algumas das etapas previstas no Acordo de Paris, terem sido realizadas; agora se começa o olhar “o copo meio vazio”. Relatório publicado hoje (25) pelo Climate Crisis Advisory Group (CCAG) adverte que a quebra de confiança no sistema internacional coloca em risco os esforços para resolver a crise climática após a COP26. Créditos: Diálogos da Transição/Epbr

Segundo o documento a confiança no Pacto de Glasgow falhou profundamente em dois aspectos:

  • fornecimento de fundos pelas nações mais ricas para ajudar as nações menos favorecidas a lidar com os impactos da crise climática; e
  • compensação por perdas e danos sofridos pelos países mais pobres à medida que as nações mais ricas continuam com seus estilos de vida, fazendo modificações apenas quando sua qualidade de vida não é significativamente afetada.

“Embora não haja mais ambiguidade em torno do caminho para resolver a crise climática, ainda permanecem dúvidas: atingiremos a velocidade de progresso necessária para garantir um futuro gerenciável para a humanidade?”, questiona o CCAG.

Os pesquisadores alertam que os fundos prometidos até 2020, da ordem de US$ 100 bilhões, nunca se materializaram e dificilmente serão liberados até 2023, em um “golpe desastroso para a confiança entre as nações”. 

Já em relação à falha em compensar perdas e danos de países pobres, o grupo afirma que apesar de o documento final da COP26 ter estabelecido um cronograma para diálogo futuro sobre compensação, com garantia da inclusão do tema na agenda da próxima COP, houve fracasso em fornecer um caminho imediato para os países necessitados.

A urgência de compensar os países mais expostos aos danos causados pela crise climática ficou mais evidente no ano passado, à medida que o clima extremo devastou regiões com secas prolongadas e incêndios, invernos rigorosos, inundações e avanço do nível do mar.

Em um discurso emblemático durante a COP26, Simon Kofe, ministro das Relações Exteriores da ilha de Tuvalu, no Pacífico Sul, apareceu em vídeo, de terno e gravata, com água do mar até os joelhos, para destacar o impacto da mudança climática na nação insular.

A recusa de Estados Unidos e União Europeia de propostas de financiamento para perdas e danos agravou a crise de confiança, segundo os analistas.

“O que temos em mãos é uma quebra de confiança fundamental entre as nações ricas e pobres, com consequências catastróficas para o mundo. Sem uma recalibração das nações desenvolvidas sobre como abordam suas relações com os países mais pobres, mudanças na escala e no ritmo necessários para garantir o aquecimento global a 1,5 °C são quase impossíveis”, comenta David King, presidente do CCAG.

O relatório indica ainda uma estratégia tripla para resolver a crise climática:

  • Reduzir: As nações precisam triplicar suas promessas de corte de emissões urgentemente para fazer sua parte;
  • Remover: É preciso investimento crítico para desenvolver, pesquisar e dimensionar técnicas para remover gases de efeito estufa da atmosfera;
  • Reparar: Explorar e investigar métodos e tecnologias seguras que podem reparar peças de nossos sistemas climáticos danificados

Preços de crédito de carbono na Austrália atingem alta recorde.

Segundo a S&P Global Platts Analytics, um sentimento positivo pós-COP26 tem levado os preços a patamares recordes. A lógica dominante é a de que muitos países ou mesmo empresas que não tem acesso à fontes renováveis de energia, em grande escala, como é o caso do Brasil, terão que mitigar suas emissões através da compra de créditos de carbono. O Brasil atingiu a marca de 20,1 GW de energia eólica, no ultimo sábado ( 20/11), com a entrada de 45 MW liberados pela ANEEL, atingindo cerca de 11% da matriz elétrica. Muito relevante!

Energia Eólica

As unidades de crédito de carbono da Austrália, ou ACCUs, alcançaram um recorde de US$ 27,63/mtCO2e em 17 de novembro. Os preços subiram mais de 95% desde o início de julho, acompanhando a demanda global por créditos de carbono desde a segunda metade do ano. 

O país tem expandido os tipos de projetos elegíveis para gerar ACCUs, abrangendo cada vez mais novas tecnologias e métodos. O governo também implementou políticas para simplificar as práticas de registro e comercialização para reduzir as barreiras de entrada no mercado. 

Isso atrai agricultores locais para fornecer ACCUs de reflorestamento, sequestro de carbono do solo e outros métodos, dizem os analistas da Platts. Fonte: Diálogos da Transição-Epbr

Glasgow to be home to first-of-a-kind hydrogen storage project – A trailblazing hydrogen storage project near Glasgow has been backed by nearly £10 million in UK government funding.

O Governo Britânico acaba de anunciar um projeto pioneiro de estocagem de Hidrogênio Verde, na cidade de Glasgow, sede da CPO 26, no valor de 10 milhões de Libras, com fundos do Governo, com o objetivo de testar as tecnologias de armazenagem de Hidrogênio. O projeto Whitelee vai desenvolver o maior eletrolisador do Reino Unido, produzir e armazenar hidrogênio para abastecer os fornecedores locais de transporte com combustível zero carbono.
Desenvolvido pela ITM Power e BOC, em conjunto com a divisão de Hidrogênio da ScottishPower, a instalação será capaz de produzir de 2,5 a 4 toneladas de hidrogênio verde por dia, o suficiente para abastecer 225 ônibus que viajam entre Glasgow e Edimburgo.

Saiba mais :

A trailblazing hydrogen storage project near Glasgow has today been backed by nearly £10 million in UK government funding – helping create high-skilled jobs and drive progress towards decarbonising the UK transport sector.

Putting Scotland at the forefront of the UK’s clean energy transition and supporting the city’s ambition to become net zero by 2030, the £9.4 million cash boost will see the Whitelee green hydrogen project develop the UK’s largest electrolyser, a system which converts water into hydrogen gas as a way to store energy. It will be located alongside ScottishPower’s Whitelee Windfarm, the largest of its kind in the UK, and will produce and store hydrogen to supply local transport providers with zero-carbon fuel.

Developed by ITM Power and BOC, in conjunction with ScottishPower’s Hydrogen division, the state-of-the-art facility will be able to produce enough green hydrogen per day – 2.5 to 4 tonnes – that, once stored, could provide the equivalent of enough zero-carbon fuel for 225 buses travelling to and from Glasgow and Edinburgh each day.

Energy and Climate Change Minister Greg Hands said:

This first-of-a-kind hydrogen facility will put Scotland at the forefront of plans to make the UK a world-leading hydrogen economy, bringing green jobs to Glasgow, while also helping to decarbonise local transport – all immediately following the historic COP26 talks.

Projects like these will be vital as we shift to a green electricity grid, helping us get the full benefit from our world-class renewables, supporting the UK as we work to eliminate the UK’s contribution to climate change.

Secretary of State for Scotland Alister Jack said:

This tremendous investment at Whitelee Windfarm illustrates how serious the UK government is about supporting projects that will see us achieve net zero by 2050.

In the weeks following COP26 in Glasgow, it has never been more important to champion projects like this one, which embraces new hydrogen technology while creating highly-skilled jobs. We can, and will, achieve a greener, cleaner future.

The announcement follows COP26, the global climate change summit held in Glasgow earlier this month, and supports the city’s ambition to become net zero by 2030. The Whitelee project will be the UK’s largest power-to hydrogen energy storage project, using an electrolyser powered by the renewable energy from the Whitelee Windfarm. This will create green hydrogen, a zero-carbon gas that is produced via electrolysis (splitting) of water, using renewable power.

Graham Cooley, CEO of ITM Power Ltd, said:

We are very pleased to be a partner in Green Hydrogen for Scotland and this first project, Green Hydrogen for Glasgow, will see the deployment of the largest electrolyser to date in the UK.

Jim Mercer, Business President, BOC UK & Ireland said:

The Green Hydrogen for Glasgow project is both innovative and exciting. It will help to shape the future of energy storage and demonstrate the value of hydrogen to Scotland’s growing low-carbon economy. This project will accelerate development across multiple disciplines – from production and storage, to transportation and end use.

Barry Carruthers, ScottishPower Hydrogen Director, said:

This blend of renewable electricity generation and green hydrogen production promises to highlight the multiple ways in which society can decarbonise by using these technologies here and now.

Building on the government’s plans to make the UK a world-leading hydrogen economy and ensure the sector has the skilled workforce it needs, an additional £2.25 million in new government funding will support the development of hydrogen skills and standards in the UK.

This funding, under the Net Zero Innovation Portfolio, will see the British Standards Institution (BSI) develop technical standards for hydrogen products, and a consortium comprising Energy and Utility Skills and the Institution of Gas Engineers and Managers, will establish new standards and training specifications to facilitate the training of hydrogen gas installers.

The Whitelee project will propel the UK’s Green Industrial Revolution and create high-skilled jobs in Glasgow and at ITM Power’s location in Sheffield supporting green growth. It will also create opportunities across the country in the near term and set the groundwork for longer-term economic growth, with the expansion of hydrogen businesses across the UK underpinning high-quality green jobs, putting the UK at the forefront of this new international market.

Creditos: UK Gov. ( Press Release)