Acompanhamento da Crise Hídrica – Mais empresas preocupadas com a situação dos reservatórios, retorno do La Niña e desligamento prematuro das Térmicas.

“Conforme temos expressado neste blog, nada garante que chegaremos no final do período úmido com o nível dos reservatórios recuperados. Deveria haver uma análise mais profunda do regime de chuvas dos últimos 5 anos (e não 30 anos!) por parte do ONS, pois o clima está mudando. De nada adianta desligar agora e depois ter que despachar Térmicas mais caras no futuro. Deveríamos armazenar energia em forma de água nos reservatórios, de forma que a conta a ser paga pelos consumidores (igualmente iremos pagar se não chover!) seja de forma mais linear, e não de uma só vez como aconteceu em 2021” – Tulio Chipoletti

Mercurio Trading demonstra preocupação com desligamento de térmicas.

A comercializadora Mercurio Trading vem estudando o comportamento do clima nesta transição do período seco para o úmido e se mostra preocupada com a possibilidade de a sinalização positiva de outubro e da primeira metade deste mês levar as autoridades a se precipitarem no desligamento de térmicas que já vem ocorrendo.

A líder do Clima da Mercurio, Gyslla Vasconcelos, admite que há uma tendência de um período úmido razoável no subsistema Sudeste/Centro-Oeste (SE/CO), responsável por cerca de 70% da capacidade de armazenamento do SIN, mas recomenda cautela.

Segundo ela, é preciso estudar com atenção para definir se vai ser preciso manter as flexibilizações de bacias implantadas a partir de julho deste ano e uma gestão equilibrada para que não cheguemos ao período seco de 2022 com os reservatórios deplecionados como aconteceu este ano.

Para Vasconcelos, “é preciso manter os despachos de térmicas por garantia energética” mesmo que os modelos computacionais digam o contrário. Toda essa preocupação está associada à situação ainda crítica dos reservatórios do SE/CO, apesar da melhoria recente, e de o fenômeno La Niña, que reduz as precipitações no Sul e Sudeste, estar de volta como no ano passado, ainda que mais fraco.

No último domingo (21/11), os reservatórios do SE/CO estavam com 19,33% da capacidade, melhor do que os 16,62% de 01/10, mas ainda abaixo dos 19,90% de 21/11 do ano passado. Com La Niña fraca – esfriamento das águas do Pacífico Equatorial entre -0,5 e -1,0 grau –, a meteorologista disse que o período úmido será melhor do que o de 2020/2021, mas certamente não haverá um “super período úmido”, necessário para uma recuperação robusta dos reservatórios.

No dia 12/11 passado, o ONS foi autorizado pelo CMSE a reduzir a geração térmica fora da ordem de mérito como forma de reduzir a pressão sobre os preços da energia.

Embora entenda que as medidas tomadas pelo governo, associadas à ajuda de São Pedro em outubro, evitaram o pior no período seco que está terminando, Eduardo Faria, sócio-diretor da Mercurio, adverte que 2021 foi um aprendizado para que não se repitam certos erros em 2022, como o desligamento de térmicas feito em fevereiro, obedecendo as sinalizações dos modelos.

Créditos: Energia Hoje. Imagem Click Petróleo e Gás.

EIA prevê que os preços do petróleo cairão em 2022

Devido ao aumento da produção de petróleo nos países da Opep+ (países membros e e aliados) e EUA, os preços do barril de petróleo devem cair a partir do ano que vem. Segundo a Energy Information Administration (EIA), que divulgou os dados na quinta-feira passada (18/11), esse cenário vai finalmente reverter a situação atual, em que a demanda por petróleo encontra-se muito maior que a oferta disponível nos estoques globais, gerando preços caros.

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Até o final deste ano, espera-se que a demanda continue excedendo a oferta até 2022, onde começará a acontecer um aumento nos estoques. Esse aumento não será impulsionado apenas pelo crescimento da produção nos países Opep+ e EUA, mas também por uma desaceleração da demanda global de petróleo. 

A EIA espera que o preço do Brent (preço de referência internacional de petróleo bruto) caia de US$ 84/barril em outubro para US$66/barril em dezembro de 2022. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência do petróleo bruto dos EUA, cairá de uma média de US$ 81/barril em outubro de 2021 para US$62/barril em dezembro de 2022.

De acordo com a EIA, o consumo mundial de petróleo está mais acelerado que a produção desde o terceiro trimestre de 2020, e isso durou por cinco trimestres consecutivos. Essa situação tem contribuído para uma queda nas reservas dos estoques de petróleo nos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que registraram uma queda de 13% (equivalente a 424 milhões de barris).

Impactos da pandemia nos EUA

Nos Estados Unidos, a redução dos estoques fez com que o preço do WTI atingisse seu valor mais alto desde 2014, equivalente a US$ 84 por barril em novembro desse ano. Com a demanda por petróleo nos Estados Unidos voltando a atingir níveis pré-pandêmicos e a produção caminhando a passos lentos, os preços de petróleo bruto estavam ficando mais elevados. Agora, ocorre o fenômeno inverso.

Fonte: Petróleo Hoje.

Especialista vê “miopia” em previsão de afluências do ONS

Conforme apontei em uma matéria anterior, parece ser muito cedo para o ONS desativar as Termoelétricas a gás natural, sem certeza de como será o regime de chuvas, no período que vai de hoje até o próximo período seco de 2022. Os reservatórios da UHE continuam em uma nivel muito baixo, no caso da região Sudeste/Centro-Oeste em apenas 18.8% ( dia 18/11). Esta opinião é respaldada agora por um especialista no assunto, Márcio Cataldi, meteorologista , professor da UFF e ex-integrante do corpo técnico do ONS. Ele diz “a ONS toma por base padrão meteorológico que prevaleceu em outubro, sem atentar para sinais de que será diferente em novembro/dezembro com a chegada de La Niña.”

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Em avaliação sobre as perspectivas das afluências de agora em diante, especialmente para o período úmido que começa no dia 01/12, o meteorologista Márcio Cataldi, professor da UFF e ex-integrante do corpo técnico do ONS, considerou “um pouco míope” a nota divulgada no começo da semana pelo operador do SIN. Nela, o órgão justifica a sua iniciativa de propor ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) o desligamento de parte das térmicas despachadas por segurança energética, o que já está sendo posto em prática.

“É um pouco míope no sentido do entendimento do fenômeno” disse Cataldi ao comentar a análise do operador segundo a qual “o período úmido 2021/2022 vem se estabelecendo sem atraso”. Na avaliação do pesquisador da UFF, o ONS está tomando por base o padrão meteorológico que prevaleceu em outubro, sem atentar para os sinais de que ele será diferente em novembro/dezembro com a chegada de La Niña, já constatada oficialmente por órgãos internacionais como a norte-americana NOAA.

Cataldi disse que as chuvas que caíram na bacia do rio Grande em outubro, provocando uma significativa recuperação do reservatório de Furnas – saiu da casa dos 13% para a dos 21%-, estava mais ou menos prevista, mas as que ocorreram no Paraná, próximo ao reservatório de Itaipu, foram causadas por um fenômeno meteorológico complexo conhecido como jato.

Esse fenômeno, segundo o pesquisador, se intensificou, criando o que os meteorologistas chamam de “convectivos de meso escala”, o que provocou chuvas de 200 mm acima da média. Segundo Cataldi, o esfriamento das águas do Pacífico, que caracteriza La Niña, não estava configurado no mês passado, fazendo de outubro um mês atípico, não só na América Latina, mas na totalidade dos dois hemisférios.

O meteorologista disse que La Niña já começa a exercer sua influência no regime de chuvas no Brasil, caracterizada por poucas chuvas no Sul e Sudeste e muitas no Norte e Nordeste, principalmente nas bacias dos rios Tocantins e São Francisco. É o que as próprias estatísticas do ONS vêm mostrando, com aumento das afluências em Tucuruí e até em Belo Monte, no Xingu, permitindo o aumento da geração nestas duas usinas.

Esse padrão, de acordo com Cataldi, deve prevalecer até dezembro, período que ele considera o limite de confiabilidade das previsões. Neste período, já em vigência, a tendência é que os reservatórios do Sul percam armazenamento, os do Sudeste/Centro-Oeste (SE/CO) fiquem estacionados ou até percam um pouco e de volume e os do Norte e Nordeste subam.

De acordo com os dados do ONS, na quarta-feira (17/11), o armazenamento no Sul estava em 54,20%, no SE/CO, em 18,79%, no Nordeste, em 36,03% e no Norte, em 38,22%.

A temática da situação hídrica do país e das previsões para o período úmido que se avizinha será tratada nesta sexta-feira, 19, no V Workshop de Modelagem Climática da UFF (MODCLIM 5.0), evento que será realizado em ambiente remoto. Está prevista a apresentação de estudos realizados pelo ONS.

Créditos: Energia Hoje

Cade aprova aquisição da Sulgás pela Compass

“O CADE acaba de aprovar a compra da Sulgás, distribuidora de gás do Estado de Rio Grande do Sul, sem restrições pela COMPASS, empresa do grupo Cosan, que também está tentando efetivar a compra dos 51% da Gaspetro, que está sendo vendida pela Petrobras, em seu pacote de desinvestimento acordado com o CADE; mas enfrenta resistências por parte da Associação Brasileira das Empresas de E&P (Abep), que na ultima sexta-feira dia 12, enviou uma nota técnica ao CADE. A Abep afirma que o acordo resultará no aumento da presença da Compass na distribuição de gás no Brasil, acabando por reforçar a atuação verticalizada do Grupo Cosan na cadeia produtiva do #gás natural.”

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O Cade aprovou sem restrições a aquisição do controle da Sulgás pela Compass, empresa do Grupo Cosan. O controle da distribuidora de gás do Rio Grande do Sul foi leiloado no no último dia 22 de outubro e a Compass foi a única empresa a apresentar proposta na licitação, que previa aquisição da participação de 51% da participação do governo do Rio Grande do Sul. 

O Cade entendeu que, como a Compass (ou o Grupo Cosan) não atua na distribuição de gás natural encanado (ou mesmo a granel) no estado ou nos elos de produção e transporte de gás natural, a aquisição consiste na substituição de agente econômico em relação à área desse estado, concedida à Sulgás.

“Não há, portanto, nexo causal entre a presente aquisição e um eventual poder de monopsônio pelo Grupo Cosan, sobretudo se for avaliada a variação de HHI decorrente da concentração no poder de compra, que alcançaria patamar inferior a 100 pontos”, diz parecer técnico do Cade. 

A Compass também tenta concluir a aquisição do controle da Gaspetro, da Petrobras, mas enfrenta resistência de consumidores de energia no Cade. O órgão antitruste ainda não emitiu um parecer sobre a aquisição.

O próprio órgão de defesa da concorrência já indicou que será no processo da aquisição da Gaspetro onde as questões verticais (inclusive acerca do poder de monopsônio) serão tratadas. 

A Petrobras assinou em julho o contrato de venda de seus 51% de participação na Gaspetro com a Compass Gás e Energia, por R$ 2,03 bilhões.

A venda do controle da subsidiária, que detém participações em 19 distribuidoras de gás do país, estava prevista no Termo de Compromisso de Cessação (TCC) proposto pela Petrobras ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para saída do transporte e da distribuição de gás natural.

Fonte: Epbr

Redução do preço do GNL não indica normalização do cenário internacional, aponta S&P Platts

“Preço do GNL recuou para abaixo de US$ 30/MMBtu em novembro, após alta histórica de US$ 56,33/MMBtu, mas probabilidade é que 2022 comece com elevada volatilidade nas cotações. O preço do gás natural no Brasil, nos próximos contratos das distribuidoras, está atrelado ao panorama internacional. A dependência de importação de GNL, em detrimento do gás vendido pela Petrobras, também restringe o poder de barganha dos compradores e é fator de pressão tanto sobre a retomada da economia nacional, quanto sobre a inflação no país, já em alta. Ao buscar fornecedores externos, o Brasil se juntará à Europa e Ásia, que respondem, atualmente, por cerca de 95% das importações globais de GNL.”

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Depois de atingir alta histórica de US$ 56,33/MMBtu no início de outubro de 2021, aumento de US$ 23,83/MMBtu em relação ao valor alcançado durante o inverno de 2020 no hemisfério Norte do planeta, o preço do Gás Natural Liquefeito (GNL) recuou para menos de US$ 30/MMBtu em novembro, conforme o Platts JKM – sigla para Japan-Korean Market. O indicador, conforme diz o nome, tem como referência o preço à vista do GNL na região Nordeste da Ásia e é apurado pela S&P Global Platts, plataforma independente de informações, preços de referência e análises para os mercados de energia e commodities. Mas, apesar da redução das últimas semanas, nada aponta para uma normalização do cenário internacional de GNL, ao menos a curto prazo.

A avaliação é de Ross Wyeno, analista líder de GNL Américas da S&P Global Platts, para quem as oscilações expressivas ocorridas ao longo deste ano devem permanecer, ao menos por um breve período. É grande, a seu ver, a probabilidade de 2022 começar com um mercado de elevada volatilidade nos preços, tendo pela frente desafios de novas altas recordes, por razões diferentes das anteriores. O aumento nos preços globais do GNL, em 2021, foi impulsionado por um conjunto de fatores, incluindo reduzido fornecimento por meio de gasodutos russos para a Europa, seca histórica na América do Sul e forte recuperação econômica na China.

O desfecho do cenário atual, segundo Wyeno, dependerá da temperatura do inverno já a caminho nos países europeus, asiáticos e da América do Norte. É o rigor do inverno que ditará, em parte, a temperatura dos preços do GNL. Quanto mais frio, mais necessidade de calefação e maior a pressão sobre os preços do gás. Isso, aliado à grave crise de armazenamento vivida pela Europa no momento atual, que tem levado a uma redução da oferta local.

A bem da verdade, o recuo dos preços, desde o aumento recorde de outubro, contribuiu para tranquilizar o mercado europeu em relação ao fornecimento de gás, mas se o inverno que se aproxima for mais rigoroso que o normal, os preços poderão voltar ao patamar histórico de US$ 50/MMBtu, ou mesmo oscilar em faixa superior a essa. 

“No caso de um inverno mais rigoroso que o normal, os preços provavelmente retornarão aos máximos históricos e haverá busca por uma redução da demanda para se chegar a um equilíbrio. No caso de um inverno normal, os preços podem cair para as âncoras mais tradicionais”, observou o especialista, destacando que os mercados globais de GNL têm se preparado, com alguma preocupação, para um inverno de oferta restrita, com muitas concessionárias asiáticas aumentando estoques de GNL. A pressão que se viu ao longo deste ano levou a dois movimentos distintos: vários fornecedores de energia interromperam seus negócios e a indústria pesada reduziu sua produção em setores intensivos em energia.

Para o próximo ano, entretanto, passado o inverno asiático e europeu, a expectativa é mais positiva. O especialista trabalha com um cenário de retomada da produção na Bacia do Atlântico em paralelo à ampliação da capacidade de exportação dos Estados Unidos. “A combinação desses dois movimentos poderá levar a um processo de redução nos preços globais de GNL”, afirmou.

Se isso não ocorrer, a volatilidade, bem como pressões para preços recordes afetará a esperada retomada da economia global no primeiro ano após o arrefecimento da pandemia. O aumento do preço do GNL, de acordo com Ross Wyeno, tornou-se um grande obstáculo para indústrias que utilizam o gás como matéria-prima, como o setor de produção de fertilizantes e de refino de petróleo. 

Outros segmentos com uso intensivo de energia – como fabricação de aço, papel e produção de alimentos – provavelmente passarão por inflação de preços, devido ao aumento dos custos de insumos. “Em alguns casos, começamos a ver a destruição da demanda (ou seja, redução da produção devido aos altos custos de energia), mas o impacto geral tem sido mínimo até o momento nos países ocidentais”, disse.  Fonte: Energia Hoje/Platts. Imagem Alpha Green Trading.

As promessas da COP26 para pagar a conta do hidrogênio

O Brasil tem um potencial altíssimo de atrair investimentos na produção do Hidrogênio Verde, uma vez que nossa matriz energética já é predominamente atendida por fontes renováveis, hidrelétricas, eólicas e solar. O Brasil não pode desperdiçar a oportunidade de desenvolvimento, gerando empregos qualificados e renda” – Tulio Chipoletti

Enquanto aumenta a pressão por novas alternativas energéticas para substituir combustíveis fósseis e carvão, e avançar na eletrificação, cresce também a urgência de uma economia para o hidrogênio de baixo carbono.

Um dos destaques dessa COP26, inclusive, foi a entrada do compromisso com a redução gradual dos combustíveis fósseis no texto final da conferência. Paralelamente, países e empresas assinaram acordos nesse sentido.

Para avançar no hidrogênio, será preciso superar desafios como oferta, demanda, preço e regulação: Hidrogênio precisa vencer velho dilema da indústria de gás

Ao todo, 28 empresas de diferentes setores — mineração, energia, fabricantes de veículos e equipamentos e serviços financeiros — fizeram promessas cobrindo as categorias de demanda, oferta e suporte financeiro.

O Conselho de Hidrogênio estima que, em 2030, o potencial de descarbonização do hidrogênio pode chegar a aproximadamente 800 milhões de toneladas por ano de emissões evitadas de dióxido de carbono (CO2). 

As promessas (.pdf) anunciadas pelo grupo de 28 empresas equivalem a quase um quarto desse total.

Do lado da demanda, a diretriz é a substituição do hidrogênio cinza (a partir do gás natural) usado pelos setores de refino, produtos químicos e fertilizantes, ou do óleo diesel usado em indústrias pesadas. Representa uma demanda potencial de 1,6 milhão de toneladas por ano de hidrogênio com menor intensidade de carbono.

A expectativa é reduzir as emissões de CO2 em mais de 14 milhões de toneladas por ano — o equivalente às emissões anuais de mais de seis milhões de carros na Europa.

Do lado da oferta, as empresas pretendem colocar no mercado mais de 18 milhões de t/ano de hidrogênio verde (eletrólise) ou azul (gás natural com captura de carbono), e evitar a emissão de cerca de 190 milhões de t/ano de CO2.

Claire O’Neill, conselheira sênior do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD, sigla em inglês) diz que a intenção é que as promessas combinadas estimulem investimentos em fornecimento e inspirem outros consumidores a fazer a transição para o hidrogênio

Diálogos da Transição- Epbr : https://mailchi.mp/epbr/as-promessas-da-cop26-para-pagar-a-conta-do-hidrognio?e=030d9cf637

Acompanhamento da Crise Hídrica

O Sistema Interligado Nacional (SIN) registrou no fim da última segunda-feira (15/11) o armazenamento de 25,6% de sua capacidade total dos reservatórios, de acordo com o Informativo Preliminar Diário de Operação (IPDO), do ONS, divulgado nesta terça (16/11). Mesmo com algumas chuvas já ocorrendo, os níveis dos reservatórios continuam baixos. Na região Sudeste/Centro Oeste estão em 19%. Deveríamos rever as regras de despacho das outras fontes, para recuperar o nível dos reservatórios, e não chegarmos no período Seco de 2022 na mesma situação que chegamos em 2021.

ONS propõe redução gradativa de geração térmica fora da ordem de mérito

O ONS propôs ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) em reunião realizada na última sexta-feira (12/11) a redução gradativa do despacho térmico por segurança energética – a chamada geração fora da ordem de mérito. O objetivo, segundo o ONS, é reduzir o custo de operação do sistema elétrico.

“A decisão é possível devido ao estabelecimento do início do período úmido e à melhoria das vazões no curto prazo, especialmente nas bacias do Paraná, Tocantins e São Francisco, além da expectativa de manutenção da demanda em níveis mais baixos do que os habituais para o período”, disse o ONS, em comunicado.

A medida foi proposta depois do fim do funcionamento da Câmara de Regras Excepcionais de Geração Hidroenergética (CREG), causada pelo fim da vigência da Medida Provisória 1.055/2021, que tratava da crise hídrica.

A proposta tende a ser criticada por parte do setor, uma vez que já há quem veja como erro desligar as termelétricas no verão, como forma de se preservar o armazenamento dos reservatórios, mesmo no período úmido.

As projeções feitas pela CCEE para os custos dos Encargos de Serviços do Sistema (ESS), basicamente pelo acionamento de térmicas por segurança energética, indicam que este mês eles alcançarão R$ 6,4 bilhões, o que significa um aumento de 39,1% sobre os R$ 4,6 bilhões estimados para outubro. Se considerados apenas os ônus por acionamento doméstico em razão de segurança energética nos dois meses, o aumento em novembro será de 80%. Fonte: Brasil Energia

TechnipFMC cria área de renovável e nomeia country manager para o Brasil

Luana Costa Duffé é a nova vice-presidente executiva de New Energy Venture da TechnipFMC, enquanto Jean Philippe Melon é o novo country manager e vice-presidente de Projetos de Subsea & Comercial do Brasil. Os dois executivos passaram a exercer as novas funções em 1º de novembro.

Saiba mais em Petróleo Hoje.

EUA e Rússia divergem quanto à disponibilidade de petróleo global

Rússia afirma que não há escassez de petróleo no mercado global e pode até haver um superávit a partir do início do próximo ano, somando-se ao coro de outros membros da OPEP+, liderados pela Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, para resistir aos pedidos dos EUA para aumentar a produção mais rapidamente.

O presidente Biden, preocupado com os altos preços da gasolina nos últimos setes anos, pediu ao grupo de 23 países da OPEP+ que forneça mais petróleo e reduza os preços na bomba. Biden deve ser reunir com o presidente da China, Xi Jinping, o maior importador de petróleo do mundo, ainda na segunda-feira.

“Todo mundo está prevendo um excedente de oferta a partir do primeiro ou segundo trimestre de 2022, é apenas uma questão de tempo”, disse Pavel Sorokin, vice-ministro de Energia da Rússia, a Bloomberg TV. Veremos!

Leia mais em Rigzone.

Shell deixará Holanda e migrará sua estrutura para Londres

Reforma na estrutura legal e tributária faz com que a Shell deixe a Holanda devido a um desgate na relação com seu país de origem. A Shell passará a concentrar seu head office em Londres, mudando seus principais executivos, inclusive o CEO e a CFO. A mudança ocorre no momento em que a empresa está em crise com o ativista-investidor, Dan Loeb, que exige que a Shell se divida em duas para atrair acionistas que abandonaram o setor em função das preocupações climáticas. Obviamente, o governo da Holanda não gostou alegando ser uma “unplesant news”.

Leia mais em Rigzone. Imagem da própria Shell.