Resultado da COP-26 adia respostas à crise climática, afirmam especialistas. Os países perderam muito tempo discutindo os créditos de carbono e o impasse criado por China e Índia sobre a abolição ou redução do uso do carvão. Permaneceu a versão menos ambiciosa, inclusive com apoio dos EUA, ainda muito dependentes do carvão.

Greenwashing?

A área de alerta de desmatamento em outubro foi a maior para o mês em cinco anos, mostram dados do Inpe divulgados nesta sexta (12). 

Segundo o sistema Deter, 877 km² de floresta tombaram na Amazônia, um aumento de 5% em relação a outubro de 2020. É o recorde de outubro na série histórica iniciada em 2016.

Para o Observatório do Clima, os dados de hoje são um lembrete de que “o Brasil que circula pelos corredores e pelas salas da COP26, em Glasgow, é o mesmo onde grileiros, madeireiros ilegais e garimpeiros têm licença do governo para destruir a floresta”. 

“Quando voltar ao Brasil vou falar com o ministro Anderson [Torres, da Justiça,] para entender esses dados do Inpe. Não acompanhei esses números, estava focado nas negociações”, disse Joaquim Leite durante encerramento dos trabalhos no estande brasileiro em Glasgow. Fonte: Epbr – Diálogos da Transição.

Foto de Araquém Alcântara para #WWFBrasil.

Engenheiro do Cenpes é reconhecido internacionalmente

O pesquisador Alexandre Emerick é um dos poucos brasileiros que figuram no ranking elaborado por pesquisadores da Stanford University. Leia a entrevista sobre as atividades que o Alexandre desenvolve no Cenpes na área de modelagem de reservatórios.

Veja notícia na íntegra na Petróleo Hoje.

Fonte eólica adicionou R$ 320 bilhões ao PIB do país

Um estudo da FGV encomendado pela Abeeólica, apresentado na quinta-feira (11/11) no Brazil Windpower, identificou que os investimentos em parques eólicos no Brasil no período de 2011 a 2020, de cerca de R$ 110,5 bilhões, adicionaram R$ 320,8 bilhões a mais de PIB ao país.
Na média do período, isso significou cerca de 0,5% do PIB brasileiro, sendo que em anos de forte recessão, 2015 e 2020, o índice foi próximo de 0,8%. 
A energia eólica veio para ficar e está ocupando um espaço muito relevante na matriz energética brasileira! Agora virão as eólicas offshore.

Leia mais em Brasil Energia.

Embraer apresenta aeronaves com propulsão de energia renovável

A Embraer apresentou em São José dos Campos (SP), na última segunda-feira (08/11), uma família de aeronaves que utilizam tecnologias de propulsão de energia renovável. Os modelos foram concebidos para ajudar a indústria a atingir sua meta de zero emissões líquidas de carbono até 2050.

A “Energia Family” é composta por quatro aeronaves de tamanhos variados que incorporam soluções: eletricidade, célula de combustível de hidrogênio, turbina a gás de duplo combustível e híbrido-elétrico. Embraer, orgulho nacional!

Leia mais em Brasil Energia. Imagem de Embraer.

CNPE define metas de redução dos gases de efeito estufa

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) publicou uma nova resolução que define as metas anuais de redução da emissões dos gases de efeito estufa do programa RenovaBio, para a comercialização de combustíveis, para os próximos 10 anos.
O documento atualiza as metas globais definidas para o ciclo 2021-2030 e adiciona valores até o ano de 2031. Para o ano de 2022, a resolução estabelece o objetivo de comercializar 35,98 milhões de unidades de Créditos de Descarbonização (CBIOs), montante que passa para 43,35 milhões em 2023 e chega a 95,67 milhões em 2031.

Leia matéria completa de Energia Hoje. Imagem de Istock.

Brasil se destaca na COP26 após anunciar nova usina nuclear no plano decenal de energia.

08/11/21

O Brasil, de forma responsável e diligente com os recursos públicos, precisa terminar a construção de Angra 3 , com capacidade de 1.045 MW, onde já foram investidos muito dinheiro. Angra 3 tem previsão de entrada em operação no fim de 2026 e vai gerar mais de 10 milhões de megawatts (MWh) por ano, energia suficiente para atender em torno de 6 milhões de residências. O BNDES destacou que, “além disso, como se trata de geração sem dependência de condições climáticas, a usina contribuirá para o aumento da confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN)”, informou a Agencia Brasil.

Leia matéria completa em Petróleo Notícia. Imagem obtida no site da Eletrobrás.

Brasil se torna maior importador de GNL dos EUA

Em função da severa crise hídrica pela qual o Brasil está passando, com os reservatórios da hidrelétricas em níveis muito baixos, o Brasil se tornou em outubro de 2021 o principal importador de GNL do Estados Unidos. Essa medida permitiu que a ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) mantivesse o sistema elétrico brasileiro operando sem racionamento ou apagões. Tudo indica que o modelo de despacho das hidroelétricas, que define as vazões das mesmas, venha a ser revisto urgentemente, pois claramente o clima mudou e não podemos mais depender de um modelo baseado em critérios dos últimos 30 anos.

Leia matéria completa em Petróleo Hoje. Imagem de Issei Kato/Reuters.