A Europa está adotando um passo importante para a transição energética, pois sabe que a transição para o mundo da energia com zero emissão de carbono não se dará da noite para o dia. Até 2050, que é quando os países se comprometeram com o “net zero”, o mundo seguira necessitando destas duas fontes de energia, a nuclear e o gás natural; caso contrario não haveria mais esforço exploratório do gás natural, não haveria mais financiamentos e os preços da energia iriam escalar de forma descontrolada. A razão ganhou força, e a Europa como sabemos, é extremamente dependente destas duas fontes de energia, não poderia dar um salto no escuro, e por isso saiu na frente. Sabemos da extrema dependência da Europa do gás vindo da Russia, por isso a abertura de novas frentes de exploração será vital nos próximos 20 anos. Esperamos que o Parlamento Europeu e o Conselho dos países aprove.
Tulio Chipoletti
A Comissão Europeia aprovou na manhã de hoje a proposta de conferir um selo verde para o gás natural e a energia nuclear, classificando as duas fontes como sustentáveis. O aval foi dado pelo colegiado de comissários europeus. O próximo passo agora será a aprovação da proposta pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho, que têm um prazo de quatro meses para avaliar a sugestão.
A comissão disse que “há um papel para o investimento privado em gás e atividades nucleares na transição”. As atividades de gás e nuclear “estão alinhadas com os objetivos climáticos e ambientais da União Europeia”, afirmou a entidade. Isso, segundo a comissão, ajudará a afastar o consumo de fontes mais poluentes.
“Nossa missão e obrigação é a neutralidade climática. Precisamos agir agora se quisermos cumprir nossas metas para 2030 e 2050”, disse o vice-presidente executivo Valdis Dombrovskis (foto) da Comissão Europeia. A lei pretende proporcionar uma “transição justa, como ponte para um sistema de energia verde baseado em fontes de energia renováveis. Isso acelerará o investimento privado de que precisamos, especialmente nesta década”.
A Comissária de Serviços Financeiros Mairead McGuinness destacou o papel de maior clareza. “Estamos aumentando a transparência do mercado para que os investidores possam identificar facilmente as atividades de gás e nuclear em qualquer decisão de investimento”, disse. O grupo projeta que o gás fornecerá 22% de seu consumo de energia em 2030 e 9% em 2050.
O Conselho tem o direito de se opor aos planos por maioria qualificada. Ou seja, precisará de pelo menos 20 estados membros. O Parlamento exigiria uma maioria de seus membros, pelo menos 353 deputados. Se esses dois órgãos aprovarem, o ato entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2023.
No mercado de trabalho, a transição pode resultar em um ganho de cerca de 200 milhões de empregos e uma perda de cerca de 185 milhões de empregos diretos e indiretos globalmente até 2050.
Isso inclui a demanda por empregos nas operações e na construção de novos empreendimentos.
A McKinsey estima uma redução de nove milhões na demanda por empregos nos setores de extração e produção de combustíveis fósseis, e de quatro milhões na geração de energia a partir de fósseis, como carvão.
Em contrapartida, cerca de oito milhões de empregos diretos seriam criados em energia renovável, hidrogênio e biocombustíveis até 2050.
Expostos ao risco. À medida que os ativos de alta emissão são reduzidos e os de baixa emissão aumentam na transição, os riscos incluem avanço dos preços e volatilidade do fornecimento de energia, e deterioração dos ativos.
“Embora a transição crie oportunidades, setores com produtos ou operações de alta emissão – que geram cerca de 20% do PIB global – enfrentariam efeitos substanciais na demanda, custos de produção e emprego”, diz o relatório da McKinsey.
No cenário Net Zero 2050, a produção de carvão para uso de energia seria praticamente eliminada em 2050, e os volumes de produção de petróleo e gás seriam cerca de 55% e 70% menores, respectivamente, do que hoje.
Essas mudanças, no entanto, teriam impactos sobre os custos de produção em setores como aço e cimento, que enfrentariam aumentos até 2050 de cerca de 30% e 45%, respectivamente.
O alerta também vale para os países mais pobres e os altamente dependentes de combustíveis fósseis.
“Esses países são mais suscetíveis a mudanças na produção, estoque de capital e emprego porque os setores expostos constituem partes relativamente grandes de suas economias”.
O relatório calcula que países da África Subsaariana e a Índia, entre outros mais expostos ao risco, precisam investir hoje 1,5 vezes ou mais do que as economias avançadas, como parcela do PIB, para apoiar o desenvolvimento econômico e construir infraestrutura de baixo carbono
Daí a corrida desses setores para encontrar alternativas de baixo carbono. O que, segundo a análise, pode ser mais econômico.
Por exemplo, melhorar a eficiência energética dos sistemas de aquecimento em usinas siderúrgicas reduz as emissões e os custos operacionais.
“Mesmo quando a descarbonização aumenta os custos operacionais, as empresas podem se beneficiar desse passo – por exemplo, se os consumidores estiverem dispostos a pagar mais por produtos de baixo carbono ou se as empresas estiverem sujeitas a mandatos de precificação de carbono”.
A Europa nunca esteve tão vulnerável, em termos de energia, por depender 40% das importações de gás natural proveniente da Russia, que em caso de conflito serão fechadas estas rotas do dia para a noite. Os preços do gas natural disparam, pois a Europa está no inverno e vai depender de importações de LNG vindas dos Estados Unidos ou outros países produtores como o Quatar. O preço do barril do petróleo Brent, está em 90 US$/barril.
Vladimir Putin and Gazprom CEO Alexei Miller- Foto: Sputinik/Reuters/Scanpix
Russia’s dispute with the US and Nato over Ukraine is prompting talks and preparations aimed at reducing Europe’s reliance on Russian energy supplies.
Sabre-rattling by Russia on the Ukraine border has led to military preparations in the West and sent the cost of Brent crude to nearly $90 per barrel.
Gas prices have already hit record levels in Europe this winter, partly due to a downturn in supplies from Russian state gas monopoly Gazprom.
With Ukraine being a key energy pipeline hub, some argue Europe is facing the worst energy crisis since the Arab oil embargoes of the 1970s.
There are fears that military turmoil in the Ukraine could cause Russia to turn off gas supplies, potentially causing power blackouts and heating loss in Europe.
The Kremlin cut gas exports from Russia into the Ukraine in a series of disputes between 2005 and 2009 allegedly over payment issues, but the moves were also seen as political.
After seizing Crimea from Ukraine in 2014, Russia has made clear it regards Kiev’s increasingly close political and economic relationship with the West as a threat.
Nord Stream 2 warnings
In return, Nato and the West are mobilising ships and military equipment while warning that permissions around the planned Nord Stream 2 gas transport system under the Baltic from Russia to Europe should be withheld.
The US is also under pressure at home to beef up sanctions against Russia and President Vladimir Putin, and to further target oil and gas executives who have close connections with him.
Pursuing alternatives
Russia produced nearly 10 million barrels a day of crude in the final quarter of 2021 – much of which ended up in European refineries.
Poland has recently brought in Saudi Arabia to provide more crude to the eastern European country and invest in its domestic refineries in a bid to reduce reliance on Russia.
Poland and Russia have also recently been in dispute over the price ofgas.
The European Union in normal times receives 40% of its gas from Siberia and is feeling increasingly compromised over how to deal with Putin’s threats.
French President Emmanuel Macron, has caused concerns inside the US and the Nato military alliance by saying the EU should forge its own response to Russia.
Overtures to Qatar
Meanwhile, the US has contacted energy-rich Qatar to request help with providing more gas to Europe in the event of a Russian invasion of Ukraine.
Most Qatari gas currently goes by ship as liquefied natural gas to Asia, with European supplies limited after a row between Doha and Brussels around past fixed contracts.
Europe’s need to dilute its dependence on Russian gas may encourage a more positive dialogue with Qatar and bring back stalled investment.
Some argue that Russia’s ability to use gas as a weapon in Europe to pursue political or economic goals is another reason why countries should fast track home-grown renewables such as wind power.
Meanwhile, Gazprom has started to look to China as a more interesting future export market as Europe becomes increasingly complicated.
Putin’s winter manoeuvres may have already changed the global energy map in ways the Kremlin might not have anticipated.
Enquanto todas as emissões de CO2 do Brasil da agricultura , pecuária, indústria , siderurgia, petróleo e gás, etc, respondem por 1.169 Mton CO2 eq/ano, somente as queimadas e o desflorestamento respondem por mais de 788 Mton CO2 eq/ano, dados do SEEG- Observatório do Clima de 2018, ou seja mais de 40% das emissões de CO2 se devem a causas que nunca deveriam estar acontecendo! Por mais que sejam importantes as ações que os diversos setores citados estão fazendo, e são, para chegarmos as metas estabelecidas pelo Brasil em Glasgow na Escócia, para controlar o aumento da temperatura do planeta em no máximo 1,5 ºC até 2050; a destruição da floresta deveriam simplesmente parar, ser ZERO!
Estes dados fizeram parte de uma Webinar sobre Transição Energética, promovida pelo CEBRI- Centro Brasileiro de Relações Internacionais , em abril/20, na qual o ex-ministro Joaquim Levy fez uma brilhante exposição sobre as relações entre a Transição Energética e o crescimento do PIB. Nesta apresentação, foi mostrado este quadro abaixo, que fala por si só.
O mais preocupante, é que após 2018, os dados de desmatamento só pioraram, notadamente dados divulgados pelo Brasil, sintomaticamente pós COP 26.
É logico que se olharmos somente para o total, excluindo o desmatamento, ainda encontramos quase 48% deste valor de 1.169 Mton CO2 eq/ano devidos a pecuária e a agricultura, mas todos sabemos que a agricultura no Brasil está altamente desenvolvida tecnologicamente e não necessita desmatar para ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo, e mesmo a pecuária tem muitas áreas disponíveis para crescer sem necessidade de desmatamento. O desmatamento ilegal, é o maior problema do Brasil.
Para reforçar este conceito, vejam que as emissões de origem fóssil do Brasil, quando medidas per capita e em relação ao PIB de cada pais , mostra o Brasil em uma posição até confortável, quando comparado com outras economias do mundo, como nos mostra o Ex-ministro Joaquim Levi, no quadro abaixo.
Isto não significa que nada precisa ser feito, mas primeiro o Brasil tem que parar de desmatar urgentemente, até para ter credibilidade internacional, para disputar os financiamentos que serão necessários para as energias renováveis do futuro, como a eólica offshore, a eletrificação com energias renovareis solar e eólicas, etc, campos que o Brasil tem um potencial gigantesco de gerar empregos altamente qualificados e ajudar o Brasil a crescer. Temos um grande desafio tecnológico com o Hidrogênio Verde, de convergência em decidir politicas publicas inclusivas para que a população do pais e as comunidades possam participar e se beneficiar desta transição energética, mas insisto TEMOS QUE PARAR DE DESTRUIR NOSSAS FLORESTAS.
Emissões de CO2 também devem atingir recorde histórico em 2022, apesar do maior foco no clima, colocando a política de emissões em votação nos principais mercados, aponta o S&P Global Platts Analytics Energy Outlook 2022.
Segundo os analistas da Platts, apesar do foco nas reduções de emissões e em uma lista cada vez maior de países com metas líquidas zero, a expectativa é que as emissões de CO2 aumentem 2,5% em 2022 para novos níveis recordes, à medida que algumas economias se recuperam totalmente, enquanto outras buscam o crescimento.
“Embora os líderes na COP26 tenham se comprometido a fortalecer as metas de emissões de 2030 até o final de 2022, em vez de esperar pelo processo formal de ‘avaliação’, há riscos significativos para as agendas de política ambiental doméstica nas eleições de 2022”, avaliam.
Eleições intermediárias nos EUA podem inviabilizar a agenda ambiental de Joe Biden, enquanto o partido de oposição da Austrália busca derrubar o governo mais conservador, tornando as metas ambientais mais fortes uma prioridade.
Essas eleições são um lembrete de que ‘toda a política é local’ e os destinos dos acordos globais são frequentemente determinados por eleições domésticas, opinião pública e mudanças nas políticas”, completa a Platts.
Um bom exemplo é no Brasil, que decidiu por um projeto de Lei o PL 712/2019, do senador Esperidião Amin (PP/SC), que cria uma política de ajuda ao setor carbonífero de Santa Catarina, propondo um sistema de transição energética que deverá zerar a produção de energia de uma das fontes mais poluentes do mundo, que é o carvão, apenas em 2040.
O projeto determina que a União prorrogue a autorização do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina, por 15 anos a partir de 1º de janeiro de 2025.
Há um apelo global para o fim do carvão. Em novembro, durante a COP26, na Escócia, mais de 40 países assumiram um acordo para eliminar a energia a carvão, incluindo Canadá, Chile, Cingapura, Coréia do Sul, Egito, Espanha, Nepal, Polônia, Vietnã e Ucrânia.
Brasil, Estados Unidos, Austrália, China e Índia não assinaram o acordo, o que deixou o plano aquém da ambição inicial da presidência da Conferência do Clima.
A capacidade global de energia eólica deve crescer 9% entre 2021 e 2030 e atingir mais de 1.756 GW acumulados, de acordo com novo relatório da Wood Mackenzie. A China deu um grande impulso à última previsão. A atualização de adição de 48 GW do país é responsável por quase 70% do aumento para a perspectiva global de 10 anos.
A análise do quarto trimestre da Wood Mackenzie reporta um aumento de 69 GW em novas adições de capacidade globalmente em comparação com a perspectiva do trimestre anterior para a década.
Segundo o diretor de pesquisa da Wood Mackenzie, Luke Lewandowski, o rápido crescimento da demanda de energia impulsionado pelo setor industrial da China e a recente escassez de energia em setembro estimulou a determinação do país em acelerar o desenvolvimento de energia renovável. “Portanto, atualizamos nossa perspectiva de capacidade de energia eólica na China. O mercado deve adicionar 458 GW nesta década e continuará a liderar o ranking global em termos de nova capacidade adicionada”.
A análise indica que a demanda aguda por energia ao longo da costa da China desencadeou uma atualização de 13 GW no setor eólico offshore, em grande parte concentrado de 2023 a 2026. O compromisso do país com emissões zero líquidas deve gerar 88 GW de capacidade eólica offshore adicional entre 2021 e 2030.
Os ajustes de perspectiva trimestral nos EUA e na Europa combinam-se para contribuir com 22 GW de capacidade adicional, uma vez que esses mercados respondem às metas de descarbonização e aos mecanismos de incentivo esperados.
A Wood Mackenzie fez ajustes mínimos na perspectiva para o Oriente Médio e África, embora o avanço da construção eólica na África do Sul, Omã, Israel e Egito indique que o desenvolvimento está no ritmo da previsão.
Contrariando a tendência de aumento das adições de capacidade está o Japão, que caiu cinco posições para a 16ª posição nos principais mercados para novas classificações de capacidade eólica. Um rebaixamento de 2,5 GW para o Japão é causado por uma meta offshore mais conservadora do que o previsto, resultando em baixa de quase 800 MW para a perspectiva da Ásia-Pacífico, excluindo a China. O país agora está projetado para adicionar 11,7 GW de nova capacidade nesta década.
O Vietnã, considerado a estrela em ascensão da Ásia-Pacífico, relatou um aumento de 33 vezes em novas adições de capacidade em apenas um ano, já que os desenvolvedores pressionaram para capitalizar no FIT eólico que expirou no final de outubro. O mercado está atualmente classificado em 17º em adições de capacidade eólica global, com 9,9 GW de novas instalações esperadas para esta década.
Enquanto estamos falando de Transição Energética, tema sem duvida, de altíssima importância, para o clima e para a sobrevivência do planeta, frente as mudanças climáticas; existe uma desigualdade brutal entre os países desenvolvidos que já estão discutindo a eletrificação, o uso do Hidrogênio Verde, energia eólica, solar offshore, etc; um estudo divulgado em junho/21, pela Agência Internacional de Energia (IEA), Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (UN DESA), Banco Mundial e Organização Mundial da Saúde (OMS), mostrando que 660 milhões de pessoas no mundo não terão acesso a energia elétrica em 2030.
Denominado Tracking SDG 7: The Energy Progress Report (2021), o estudo mapeia as metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7 (ODS 7), que visa assegurar o acesso universal à energia segura, sustentável e moderna para todos.
Mesmo no Brasil, estudos da EPE – Empresa de Pesquisa Energética do MME – Ministério de Minas e Energia, o “Atlas de Eficiência Energética 2020” , dados de 2019, mostra que 27% das residencias brasileiras ainda utiliza a lenha como energia para cocção de alimentos !! Este numero já foi 38% em 2005, e o estudo mostrou que houve uma melhora significativa entre 2002 e 2014, em função da melhoria econômica das famílias, mas ainda é muito alto; ou seja mais de 1/4 das residencias no Brasil utiliza a lenha como energia !
Suspeitamos que nos últimos 2 anos, em função do desemprego, Covid-19, e outros fatores sócio-econômicos, estes números podem ter piorado novamente, mas ainda não temos dados para dizer.
Quase 1 milhão de pessoas não têm acesso à energia elétrica na Amazônia. Este dado de 2019, faz parte de estudo elaborado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente, que analisou a exclusão elétrica nos 9 estados que compõem a Amazônia Legal.
Temos sim que fazer uma transição energética justa, mas também inclusiva, para que 660 milhões de pessoas não fiquem de fora.
A boa noticia, é que uma das fontes mais abundantes na natureza, que é a energia solar, pode ser a solução para o problema dos países subdesenvolvidos e afastados dos grandes centros de produção de energia, áreas remotas como a Africa subsaariana, as vilas no interior da Amazônia, e em áreas rurais afastadas dos grandes centros em todo o mundo subdesenvolvido; desde que haja um esforço internacional coordenado, através de politicas publicas dos países ricos, que ajudem os países mais pobres a dar este salto qualitativo de inclusão em uma década. Precisa haver vontade politica para fazer.
O documento Tracking SDG 7: The Energy Progress Report (2021) aponta avanços importantes na última década, que vai de 2010 a 2019, quando mais de um bilhão de pessoas obtiveram acesso à eletricidade em todo o mundo. A eletrificação por meio de soluções descentralizadas de base renovável, em particular, ganhou impulso e o número de pessoas conectadas a mini redes mais que dobrou entre 2010 e 2019, passando de 5 para 11 milhões de pessoas.
No entanto, de acordo com as políticas atuais e planejadas e posteriormente afetadas pela crise Covid-19, isso não será suficiente para universalizar o acesso à energia para toda população mundial.
Por outro lado, o impacto financeiro da Covid-19 tornou os serviços básicos de eletricidade inacessíveis para mais 30 milhões de pessoas, a maioria localizada na África Subsaariana. Atualmente, 759 milhões de pessoas ainda vivem sem eletricidade no mundo.
A América Latina e o Caribe têm a maior parcela dos usos modernos de energia renovável, graças à energia hidrelétrica para eletricidade, bioenergia para processos industriais e biocombustíveis para transporte. O Leste e o Sudeste asiático, assim como a América Latina e Caribe, estão se aproximando do acesso universal, com mais de 98% de sua população tendo acesso à eletricidade.
O relatório examina várias maneiras de preencher as lacunas para alcançar o ODS 7, sendo as principais delas dobrar o progresso em eficiência energética, a colaboração internacional e aumentar significativamente o uso de energias renováveis - que se mostraram mais resilientes do que outras partes do setor de energia durante a crise do Covid-19.
Propostas somam R$ 183,7 milhões, valor 10 vezes maior do que o previsto no edital; disputa atraiu “startups” e grandes empresas de 13 estados.
Fonte Energia Hoje
O Senai e a CTG Brasil anunciaram que sua chamada pública destinada ao apoio de projetos de hidrogênio verde no Brasil recebeu um total de 31 inscrições, com valor somado de R$ 183,7 milhões em propostas.
O valor total dos projetos é 10 vezes maior do que o montante previsto no edital, de R$ 18 milhões, e inclui R$ 21 milhões em contrapartidas das empresas proponentes para financiamento.
A iniciativa, lançada em outubro deste ano, atraiu propostas de startups e de grandes companhias de 13 estados brasileiros.
Entre as ideias apresentadas, 74% focam na produção de hidrogênio, 20% no uso industrial, 3% no transporte e outros 3% em certificações do produto.
O estado com mais destaque na chamada é o Paraná, que totaliza cerca de R$ 24,2 milhões em projetos. Em seguida estão os estados de Santa Catarina, com R$ 17,20 milhões; Ceará, com R$ 16,4 milhões, e Rio Grande do Norte e Amapá, ambos com R$ 14,5 milhões.
A disputa também recebeu propostas de empresas do Mato Grosso do Sul, Bahia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Espírito Santo e São Paulo.
No momento, a seleção está passando pela fase de análise das propostas, sendo que o resultado preliminar está previsto para ser anunciado no início de dezembro.
Os projetos que avançarem para a segunda etapa passarão por uma curadoria para identificação de possíveis sinergias e aprovação final da CTG Brasil.
O resultado final sai em 17 de dezembro, e em 2022 inicia-se a fase de prospecção de possíveis parceiros internacionais para o desenvolvimento das ideias selecionadas.
Segundo a Senai e a CTG Brasil, não há uma estimativa de quantos dos inscritos serão contratados. Os projetos escolhidos terão prazo de execução de até 36 meses, a partir da assinatura do contrato. A iniciativa faz parte do programa Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da Aneel.
O presidente Alberto Fernández anunciou hoje na Casa Rosada o inicio do processo de construção da primeira etapa do gasoduto “Néstor Kirchner” e do Sistema de Gasodutos Transport.Ar Producción Nacional, cuja implantação permitirá garantir a ampliação da capacidade de transporte do sistema nacional de gasodutos, primeira etapa incremento de 24 Milhões m³/dia, substituindo importações de GNL, além de incrementar a capacidade exportadora de gás aos países vizinhos e gerar um maior ganho fiscal e geração de divisas. Lembrando que a Argentina possuem uma das maiores reservas mundias de “shale gas”, de 300 TCF, conhecido como Vaca Muerta, que poderia ser exportado ao Brasil, a preços bem competitivos, sendo uma das alternativas, através da fronteira em Uruguaiana; com a construção do Gasoduto Uruguaiana- Porto Alegre, com 594 Km de extensão, da TSB, que já consta do Plano Indicativo de Gasodutos de Transporte (PIG), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão vinculado ao MME.
Al finalizar la reunión con el secretario de Energía, Darío Martínez y el secretario de Asuntos Estratégicos, Gustavo Béliz, el Presidente manifestó la voluntad política del Gobierno nacional para avanzar con la obra, mediante la convocatoria a licitación pública, con el aumento de la partida presupuestaria correspondiente al primer tramo del proyecto en 40.000.000.000 pesos.
El mandatario instruyó a la Secretaría de Energía y a IEASA a avanzar con rapidez en el llamado a licitación pública y pudo además interiorizarse acerca de los detalles del proyecto, que al finalizarse alcanzará un incremento en la capacidad de transporte de 24 millones de metros cúbicos diarios y generará un ahorro de divisas de 1.465 millones de dólares anuales y un ahorro fiscal de 1.060 millones por sustitución de importaciones de GNL y Gas Oil, además de compensar la caída en los niveles de producción correspondientes a la provisión boliviana.
Por otro lado, el secretario de Energía transmitió al Presidente también la necesidad de avanzar en el esquema de desarrollo de la segunda etapa del proyecto, en la medida en que su concreción implicará el aumento de la capacidad total de transporte en 44 millones de metros cúbicos por día, lo cual permitirá además abastecer integralmente la demanda interna con gas argentino y potenciar la capacidad exportadora del país.
De esa forma, se generarán ahorros anuales totales de hasta 2.690 millones de dólares en materia de divisas y de 1.946 millones de dólares en cuanto a costo fiscal.
La primera etapa del proyecto gasoducto Néstor Kirchner y del Sistema de Gasoductos Tranport.Ar Producción Nacional incluye las obras de construcción entre Tratayen y Salliqueló, y entre Mercedes y Cardales, la ampliación del Gasoducto NEUBA II (Ordoqui), la construcción de los tramos finales en AMBA Sur y Norte, la reversión del Gasoducto Norte en sus etapas I y II, y la ampliación del Gasoducto Centro Oeste.
La segunda etapa, en tanto, contempla la construcción del Gasoducto Nestor Kirchner entre Salliqueló y San Jerónimo, la culminación de la reversión del Gasoducto Norte, la ampliación de la capacidad de transporte del GNEA, la conexión GNEA a San Jerónimo y Loops, y aumento de Compresión en Aldea Brasilera (Gasoducto Entrerriano).
El Secretario de Energía además informó al Presidente que por el desarrollo del Plan Gas.Ar la producción de Gas Natural tuvo un crecimiento de tal magnitud que la capacidad de transporte puede saturar los gasoductos actuales.
Por lo tanto, y dada la potencialidad de Vaca Muerta, es necesario construir un nuevo sistema de gasoductos que permitan desarrollar al máximo la producción de gas argentino para reemplazar las costosas importaciones de GNL y gas oil que el país se ve obligado a realizar todos los años para completar el abastecimiento de la demanda interna y para insumo de nuestras Centrales Térmicas de Generación Eléctrica.
Darío Martínez: “Ponemos en marcha la construcción de las Obras del Gasoducto Néstor Kirchner y Transport.Ar”
El Presidente de la Nación Alberto Fernández decidió incorporar fondos presupuestarios por u$d 400 MM para completar el financiamiento de la primera etapa del Gasoducto Presidente Néstor Kirchner y sus obras complementarias, previstas en el Sistema de Gasoductos Transport.Ar Producción Nacional.
El Secretario de Energía Darío Martínez resaltó que “la conclusión de las obras de esta primera etapa permitirá un incremento en la capacidad de transporte de 24 Millones de m3 diarios, y generará un ahorro de divisas de u$d 1.465 MM anuales y un ahorro fiscal de u$d 1.060 MM anual, por sustitución de importaciones de GNL, Gas Oil, así como compensar la caída de la producción de nuestro proveedor Boliviano. De igual manera, estas obras potenciaran la capacidad exportadora de Gas a nuestros países vecinos”.
Con la firma de un DNU de reestructura general del Presupuesto 2021, el Presidente asignará $40.000.000.000 adicionales a la construcción del Sistema de Gasoductos Transport.Ar, con lo cual se completa el esquema de financiamiento de la primera etapa cuyo costo preliminar asciende a u$d 1.566 MM.
Martínez declaró que “el Presidente nos instruyó a que iniciemos de inmediato las obras de la primera etapa del Proyecto Transport.Ar Gasoducto Nestor Kirchner, y para eso decidió completar con aportes del Tesoro, los fondos necesarios para asegurar la financiación.”
El Primer Mandatario mantuvo una reunión de trabajo con el Secretario de Energía de la Nación, Darío Martínez, en la cual se analizaron distintos aspectos de este ambicioso proyecto que implica una importante ampliación de la capacidad de transporte del sistema de Gasoductos de nuestro País, del cual el Gasoducto Presidente Néstor Kirchner es la obra emblemática.
El secretario de Energía informó al Presidente que, producto del desarrollo del Plan Gas.Ar, la producción de Gas Natural del País ha verificado un crecimiento de tal magnitud que ha producido que la capacidad de evacuación de esa producción se vera próximamente colapsada.
Al respecto, Martínez afirmó que “dada la potencialidad de producción de Vaca Muerta, es necesario construir un sistema de Gasoductos que permitan desarrollar al máximo la producción de Gas Argentino para reemplazar las costosas importaciones de GNL y Gas Oil que el país se ve obligado a realizar todos los años para completar el abastecimiento de la demanda interna de Gas y para insumo de nuestras Centrales Térmicas de Generación Eléctrica”.
El Presidente instruyó al Secretario de Energia a que junto a IEASA ponga en marcha de inmediato el primer paso de este importante proyecto que está diseñado técnicamente en dos etapas.
El Secretario de Energía explicó que “la primera etapa cuya financiación el Presidente completara en el DNU de reestructuración del Presupuesto 2021, incluyen las obras de construcción del Gasoducto Presidente Néstor Kirchner etapa I entre Tratayen y Saliquelo, construcción del Gasoducto entre Mercedes y Cardales, ampliación Gasoducto NEUBA II (Ordoqui), construcción tramos finales AMBA Sur y Norte, reversión del Gasoducto Norte etapas I y II, y ampliación del Gasoducto Centro Oeste”, y agregó que “a tal fin, el Presidente resolvió aumentar en $ 40.000.000.000 las partidas presupuestarias de 2021 para completar con fondos del tesoro el esquema de financiamiento necesario para garantizar la construcción de las obras”.
El Secretario de Energía informó al Presidente que es necesario avanzar en el esquema de la segunda etapa del proyecto ya que su concreción total implica la materialización de un sistema diseñado para aumentar en total la capacidad de transporte en 44 millones de m3 dia, lo que nos permitirá abastecer integralmente la demanda interna con Gas Argentino y potenciar nuestra capacidad exportadora, generando ahorros anuales totales de hasta u$d 2.690 MM en materia de divisas y de u$d 1.946 MM en materia de Costo Fiscal.
La segunda etapa del proyecto incluye la construcción del Gasoducto Presidente Néstor Kirchner Etapa II entre Saliquelo y San Jerónimo, la culminación de la reversión del Gasoducto Norte, la ampliación de la capacidad de transporte del GNEA, la conexión GNEA a San Jerónimo y Loops y Compresión en Aldea Brasilera (Gasoducto Entrerriano). Fonte: Argentina.gob.ar
Devido ao aumento da produção de petróleo nos países da Opep+ (países membros e e aliados) e EUA, os preços do barril de petróleo devem cair a partir do ano que vem. Segundo a Energy Information Administration (EIA), que divulgou os dados na quinta-feira passada (18/11), esse cenário vai finalmente reverter a situação atual, em que a demanda por petróleo encontra-se muito maior que a oferta disponível nos estoques globais, gerando preços caros.
Leia mais :
Até o final deste ano, espera-se que a demanda continue excedendo a oferta até 2022, onde começará a acontecer um aumento nos estoques. Esse aumento não será impulsionado apenas pelo crescimento da produção nos países Opep+ e EUA, mas também por uma desaceleração da demanda global de petróleo.
A EIA espera que o preço do Brent (preço de referência internacional de petróleo bruto) caia de US$ 84/barril em outubro para US$66/barril em dezembro de 2022. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência do petróleo bruto dos EUA, cairá de uma média de US$ 81/barril em outubro de 2021 para US$62/barril em dezembro de 2022.
De acordo com a EIA, o consumo mundial de petróleo está mais acelerado que a produção desde o terceiro trimestre de 2020, e isso durou por cinco trimestres consecutivos. Essa situação tem contribuído para uma queda nas reservas dos estoques de petróleo nos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que registraram uma queda de 13% (equivalente a 424 milhões de barris).
Impactos da pandemia nos EUA
Nos Estados Unidos, a redução dos estoques fez com que o preço do WTI atingisse seu valor mais alto desde 2014, equivalente a US$ 84 por barril em novembro desse ano. Com a demanda por petróleo nos Estados Unidos voltando a atingir níveis pré-pandêmicos e a produção caminhando a passos lentos, os preços de petróleo bruto estavam ficando mais elevados. Agora, ocorre o fenômeno inverso.