Resultado da COP-26 adia respostas à crise climática, afirmam especialistas. Os países perderam muito tempo discutindo os créditos de carbono e o impasse criado por China e Índia sobre a abolição ou redução do uso do carvão. Permaneceu a versão menos ambiciosa, inclusive com apoio dos EUA, ainda muito dependentes do carvão.

Greenwashing?

A área de alerta de desmatamento em outubro foi a maior para o mês em cinco anos, mostram dados do Inpe divulgados nesta sexta (12). 

Segundo o sistema Deter, 877 km² de floresta tombaram na Amazônia, um aumento de 5% em relação a outubro de 2020. É o recorde de outubro na série histórica iniciada em 2016.

Para o Observatório do Clima, os dados de hoje são um lembrete de que “o Brasil que circula pelos corredores e pelas salas da COP26, em Glasgow, é o mesmo onde grileiros, madeireiros ilegais e garimpeiros têm licença do governo para destruir a floresta”. 

“Quando voltar ao Brasil vou falar com o ministro Anderson [Torres, da Justiça,] para entender esses dados do Inpe. Não acompanhei esses números, estava focado nas negociações”, disse Joaquim Leite durante encerramento dos trabalhos no estande brasileiro em Glasgow. Fonte: Epbr – Diálogos da Transição.

Foto de Araquém Alcântara para #WWFBrasil.

CNPE define metas de redução dos gases de efeito estufa

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) publicou uma nova resolução que define as metas anuais de redução da emissões dos gases de efeito estufa do programa RenovaBio, para a comercialização de combustíveis, para os próximos 10 anos.
O documento atualiza as metas globais definidas para o ciclo 2021-2030 e adiciona valores até o ano de 2031. Para o ano de 2022, a resolução estabelece o objetivo de comercializar 35,98 milhões de unidades de Créditos de Descarbonização (CBIOs), montante que passa para 43,35 milhões em 2023 e chega a 95,67 milhões em 2031.

Leia matéria completa de Energia Hoje. Imagem de Istock.