International Astronomical Union launches new center to fight satellite megaconstellation threat

A União Astronômica Internacional entrou na briga contra a poluição visual causada pelos milhares de satélites que estão sendo lançadas por empresas privadas, como a Starlink, projetados para criar uma megaconstelação de satélites para prover internet global. A comunidade astronômica mundial está preocupada, pois eles entendem que fonte de poluição esta se tornando mais nociva que a poluição visual causada pela iluminação artificial. Fonte: Space.com

Saiba mais:

The International Astronomical Union (IAU) has launched a new center to fight the threat of satellite megaconstellations, which it now describes as worse than urban light pollution. 

The Center for the Protection of the Dark and Quiet Sky from Satellite Constellation Interference will be run jointly by the U.K.-headquartered Square Kilometer Array Observatory organization and the U.S. National Science Foundation’s National Optical-Infrared Astronomy Research Laboratory (NOIRLab).

Both of these organizations are dealing firsthand with the fallout of the megaconstellation boom. The next-generation observatories these two institutions are currently developing (the world’s largest radio astronomy array built by SKAO on two sites in Australia and South Africa and NOIRLab’s Vera C. Rubin Observatory in Chile) will have their observations compromised by the satellite interference, the organizations revealed previously in separate statements.

Speaking at the press briefing announcing the new center, former IAU General Secretary and the center’s director Piero Benvenuti said megaconstellations now present a worse threat to astronomy than light pollution

“In the past, the main source of interference was the light pollution produced by the urban illumination, the so-called artificial light at night,” Benvenuti said. “But more recently, the impact of the large constellations of communication satellites became a more serious concern because of their ubiquitous invasiveness.”

While in the past the remote deserts of Chile, Australia or South Africa could provide a refuge from the world’s bright lights and buzzing communication networks, there is nowhere for the astronomers to hide from the thousands of satellites circling the planet. 

“By the end of the decade, more than 5,000 satellites will be above the horizon at any given time,” Connie Walker, a scientist at NOIRLab and one of the codirectors of the new center, said in the briefing. “At a typical dark sky observatory location, a few hundred to several thousand of these satellites will be illuminated by the sun.”

These satellites, she added, will be detectable even by the smallest optical and infrared telescopes. 

Moreover, the amount of metal orbiting Earth will reflect so much light that the night sky will brighten up enough for the telescopes to notice, making observations of the most distant and dimmest stars and galaxies difficult. 

SKAO, which measures faint radio signals coming from distant stars, galaxies and planets, will be partially blinded in the frequency bands in which these satellites downlink their data, Federico di Vruno, SKAO’s radio interference manager and a codirector of the new center, told Space.com in an earlier interview. The search for traces of life, the hunt for exoplanets as well as the study of the most distant universe will all be affected, he said. 

The new center aims to bring together the astronomical community with the megaconstellation operators and regulators to help find solutions to protect ground-based astronomy as the number of satellites circling the planet grows. 

Since 2019, SpaceX has launched over 2,000 of its internet-beaming Starlink satellites, only one-sixth of its envisioned first-generation constellation and a small fraction of the 42,000 satellites it has permission to launch. Its competitor OneWeb plans a constellation of about 2,000 satellites. Other players, including Amazon CEO Jeff Bezos and a Chinese state-backed consortium plan to build megaconstellations as well. 

Astronomers grasped the problem soon after the launch of the first batch of Starlink satellites. While many amateur skywatchers were mesmerized by the “strings of pearls” traveling across the sky after each launch, the professional community understood that major problems were ahead.

Two years later, the IAU called for the establishment of the center. The union also started discussions with the United Nations to protect the pristine night sky as human heritage

While some of the approaches to be developed by the new center will focus on software and technical mitigation solutions to be implemented on the side of the observatories, the astronomers also hope that megaconstellation operators will agree to make adjustments on their satellites to reduce the impact. SpaceX has previously trialled two such approaches — the DarkSat and the VisorSat — to reduce the satellite’s glow.

Fonte: Space.com / Follow Tereza Pultarova on Twitter @TerezaPultarova. Follow us on Twitter @Spacedotcom and on Facebook

 

COMISSÃO EUROPEIA APROVA PROPOSTA QUE CLASSIFICA NUCLEAR E GÁS NATURAL COMO FONTES SUSTENTÁVEIS.

A Europa está adotando um passo importante para a transição energética, pois sabe que a transição para o mundo da energia com zero emissão de carbono não se dará da noite para o dia. Até 2050, que é quando os países se comprometeram com o “net zero”, o mundo seguira necessitando destas duas fontes de energia, a nuclear e o gás natural; caso contrario não haveria mais esforço exploratório do gás natural, não haveria mais financiamentos e os preços da energia iriam escalar de forma descontrolada. A razão ganhou força, e a Europa como sabemos, é extremamente dependente destas duas fontes de energia, não poderia dar um salto no escuro, e por isso saiu na frente. Sabemos da extrema dependência da Europa do gás vindo da Russia, por isso a abertura de novas frentes de exploração será vital nos próximos 20 anos. Esperamos que o Parlamento Europeu e o Conselho dos países aprove.

Tulio Chipoletti

A Comissão Europeia aprovou na manhã de hoje a proposta de conferir um selo verde para o gás natural e a energia nuclear, classificando as duas fontes como sustentáveis. O aval foi dado pelo colegiado de comissários europeus. O próximo passo agora será a aprovação da proposta pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho, que têm um prazo de quatro meses para avaliar a sugestão.

A comissão disse que “há um papel para o investimento privado em gás e atividades nucleares na transição”. As atividades de gás e nuclear “estão alinhadas com os objetivos climáticos e ambientais da União Europeia”, afirmou a entidade. Isso, segundo a comissão, ajudará a afastar o consumo de fontes mais poluentes.

Nossa missão e obrigação é a neutralidade climática. Precisamos agir agora se quisermos cumprir nossas metas para 2030 e 2050”, disse o vice-presidente executivo Valdis Dombrovskis (foto) da Comissão Europeia. A lei pretende proporcionar uma “transição justa, como ponte para um sistema de energia verde baseado em fontes de energia renováveis. Isso acelerará o investimento privado de que precisamos, especialmente nesta década”.

A Comissária de Serviços Financeiros Mairead McGuinness destacou o papel de maior clareza. “Estamos aumentando a transparência do mercado para que os investidores possam identificar facilmente as atividades de gás e nuclear em qualquer decisão de investimento”, disse. O grupo projeta que o gás fornecerá 22% de seu consumo de energia em 2030 e 9% em 2050.

O Conselho tem o direito de se opor aos planos por maioria qualificada. Ou seja, precisará de pelo menos 20 estados membros. O Parlamento exigiria uma maioria de seus membros, pelo menos 353 deputados. Se esses dois órgãos aprovarem, o ato entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2023.

Fonte: Petronotícias

No mercado de trabalho, a transição energética, pode resultar em um ganho de cerca de 200 milhões e uma perda de cerca de 185 milhões de empregos diretos e indiretos globalmente até 2050, diz a consultoria McKinsey. 

No mercado de trabalho, a transição pode resultar em um ganho de cerca de 200 milhões de empregos e uma perda de cerca de 185 milhões de empregos diretos e indiretos globalmente até 2050. 

Isso inclui a demanda por empregos nas operações e na construção de novos empreendimentos. 

A McKinsey estima uma redução de nove milhões na demanda por empregos nos setores de extração e produção de combustíveis fósseis, e de quatro milhões na geração de energia a partir de fósseis, como carvão.

Em contrapartida, cerca de oito milhões de empregos diretos seriam criados em energia renovável, hidrogênio e biocombustíveis até 2050. 

Expostos ao risco. À medida que os ativos de alta emissão são reduzidos e os de baixa emissão aumentam na transição, os riscos incluem avanço dos preços e volatilidade do fornecimento de energia, e deterioração dos ativos.

“Embora a transição crie oportunidades, setores com produtos ou operações de alta emissão – que geram cerca de 20% do PIB global – enfrentariam efeitos substanciais na demanda, custos de produção e emprego”, diz o relatório da McKinsey. 

No cenário Net Zero 2050, a produção de carvão para uso de energia seria praticamente eliminada em 2050, e os volumes de produção de petróleo e gás seriam cerca de 55% e 70% menores, respectivamente, do que hoje. 

Essas mudanças, no entanto, teriam impactos sobre os custos de produção em setores como aço e cimento, que enfrentariam aumentos até 2050 de cerca de 30% e 45%, respectivamente.

O alerta também vale para os países mais pobres e os altamente dependentes de combustíveis fósseis.

“Esses países são mais suscetíveis a mudanças na produção, estoque de capital e emprego porque os setores expostos constituem partes relativamente grandes de suas economias”. 

O relatório calcula que países da África Subsaariana e a Índia, entre outros mais expostos ao risco, precisam investir hoje 1,5 vezes ou mais do que as economias avançadas, como parcela do PIB, para apoiar o desenvolvimento econômico e construir infraestrutura de baixo carbono

Daí a corrida desses setores para encontrar alternativas de baixo carbono. O que, segundo a análise, pode ser mais econômico.

Por exemplo, melhorar a eficiência energética dos sistemas de aquecimento em usinas siderúrgicas reduz as emissões e os custos operacionais

“Mesmo quando a descarbonização aumenta os custos operacionais, as empresas podem se beneficiar desse passo – por exemplo, se os consumidores estiverem dispostos a pagar mais por produtos de baixo carbono ou se as empresas estiverem sujeitas a mandatos de precificação de carbono”.

Créditos: Diálogos da Transição Epbr/McKinsey

O mapa da energia na Europa pode mudar com o agravamento da crise da Ucrânia, entre a Russia e União Europeia e Estados Unidos.

A Europa nunca esteve tão vulnerável, em termos de energia, por depender 40% das importações de gás natural proveniente da Russia, que em caso de conflito serão fechadas estas rotas do dia para a noite. Os preços do gas natural disparam, pois a Europa está no inverno e vai depender de importações de LNG vindas dos Estados Unidos ou outros países produtores como o Quatar. O preço do barril do petróleo Brent, está em 90 US$/barril.

Vladimir Putin and Gazprom CEO Alexei Miller- Foto: Sputinik/Reuters/Scanpix

Russia’s dispute with the US and Nato over Ukraine is prompting talks and preparations aimed at reducing Europe’s reliance on Russian energy supplies.

Sabre-rattling by Russia on the Ukraine border has led to military preparations in the West and sent the cost of Brent crude to nearly $90 per barrel.

Gas prices have already hit record levels in Europe this winter, partly due to a downturn in supplies from Russian state gas monopoly Gazprom.

With Ukraine being a key energy pipeline hub, some argue Europe is facing the worst energy crisis since the Arab oil embargoes of the 1970s.

There are fears that military turmoil in the Ukraine could cause Russia to turn off gas supplies, potentially causing power blackouts and heating loss in Europe.

The Kremlin cut gas exports from Russia into the Ukraine in a series of disputes between 2005 and 2009 allegedly over payment issues, but the moves were also seen as political.

After seizing Crimea from Ukraine in 2014, Russia has made clear it regards Kiev’s increasingly close political and economic relationship with the West as a threat.

Nord Stream 2 warnings

In return, Nato and the West are mobilising ships and military equipment while warning that permissions around the planned Nord Stream 2 gas transport system under the Baltic from Russia to Europe should be withheld.

The US is also under pressure at home to beef up sanctions against Russia and President Vladimir Putin, and to further target oil and gas executives who have close connections with him.

Pursuing alternatives

Russia produced nearly 10 million barrels a day of crude in the final quarter of 2021 – much of which ended up in European refineries.

Poland has recently brought in Saudi Arabia to provide more crude to the eastern European country and invest in its domestic refineries in a bid to reduce reliance on Russia.

Poland and Russia have also recently been in dispute over the price of gas.

The European Union in normal times receives 40% of its gas from Siberia and is feeling increasingly compromised over how to deal with Putin’s threats.

French President Emmanuel Macron, has caused concerns inside the US and the Nato military alliance by saying the EU should forge its own response to Russia.

Overtures to Qatar

Meanwhile, the US has contacted energy-rich Qatar to request help with providing more gas to Europe in the event of a Russian invasion of Ukraine.

Most Qatari gas currently goes by ship as liquefied natural gas to Asia, with European supplies limited after a row between Doha and Brussels around past fixed contracts.

Europe’s need to dilute its dependence on Russian gas may encourage a more positive dialogue with Qatar and bring back stalled investment.

Some argue that Russia’s ability to use gas as a weapon in Europe to pursue political or economic goals is another reason why countries should fast track home-grown renewables such as wind power.

Meanwhile, Gazprom has started to look to China as a more interesting future export market as Europe becomes increasingly complicated.

Putin’s winter manoeuvres may have already changed the global energy map in ways the Kremlin might not have anticipated.

Fonte o artigo do site Upstream, Opinion.

Hidrogênio pode ser rota para gás natural na transição energética, aponta EPE- Empresa de Pesquisa Energética.

A entrada de múltiplas rotas de produção de hidrogênio, com participação de fósseis e renováveis, pode contribuir para a ampliação do uso do gás natural na estratégia brasileira de transição energética. A EPE deverá publicar nos próximos dias notas técnicas sobre as perspectivas para produção de três cores de hidrogênio no país: o cinza, o azul e o turquesa.

Heloísa Esteves – Diretora da EPE

“O hidrogênio cinza já temos, é o mais eficiente em termos de custos e o mais competitivo. Ele traz a base tecnológica. Mas a partir do gás natural, a gente também avança no hidrogênio de baixo carbono que pode ser azul ou turquesa”, explicou Heloisa Esteves, diretora de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE – Empresa de Pesquisas Energéticas, para a Epbr.

As cores são nomenclaturas para referenciar as diferentes rotas de produção do combustível. 

Os estudos são uma colaboração com o governo britânico e devem contribuir com o desenho da Estratégia Nacional do Hidrogênio, prevista para o início deste ano.

hidrogênio cinza é produzido a partir da reforma a vapor do gás natural com emissão de carbono na atmosfera. 

Já o hidrogênio azul passa pelo mesmo processo, porém com a captura e o armazenamento do CO2 (CCS) emitido na reforma. 

Enquanto o hidrogênio turquesa é obtido a partir da pirólise do gás natural, gerando o carbono sólido, uma espécie de coque que pode ser reaproveitado em processos industriais.  

Rotas com gás natural ajudam a viabilizar hidrogênio

Diferente do hidrogênio verde —  a partir de eletrólise da água a partir de energia renovável  –, que ainda demanda uma curva tecnológica para viabilizar a redução de custos, os hidrogênios azul e turquesa, segundo os estudos da EPE, são mais competitivos. 

Heloísa Esteves explica que ambos podem ter rápida inserção no mercado, para atender a demanda por alternativas de baixo carbono, se comparados com o cinza. 

“Elas geram um energético flexível limpo a partir de um combustível fóssil que temos em abundância no Brasil”, diz.

Conta a favor do gás, então, as políticas e o desenvolvimento próprio do setor, que apesar da crise recente, vêm permitindo a entrada de novos agentes.

“Casando isso [a oferta de gás] com o Novo Mercado e com o setor mapeando o potencial da demanda, abrimos uma nova rota para a cadeia de gás natural desempenhar um papel na transição energética”, afirma Heloisa Borges. 

Preço do gás natural é fundamental

Os estudos da EPE estimam que o Brasil poderia produzir o hidrogênio cinza custando entre US$ 1 e 2 o quilo, enquanto o azul e turquesa azul poderiam chegar a US$ 2 a 2,60 o quilo, considerando o preço do gás natural em US$ 6,0 por milhão de BTU.

“Para a produção desses tipos de hidrogênio, a barreira é o custo do gás, a regulamentação dos mercados de carbono e a solução logística”, afirma Marcelo Alfradique, Superintendente Adjunto da EPE.

No caso do azul, o preço estimado leva em conta o abatimento com a comercialização de créditos de carbono provenientes da captura e armazenamento de CO2, o que demandaria um amadurecimento desse mercado e avanço em questões regulatórias. 

No fim de 2021, os preços do gás natural no Brasil, sem tarifa de transporte e no mercado cativo, ultrapassaram US$ 8 por MMBtu; para 2022, em muitos estados, o reajuste da Petrobras acabou judicializado. Questões de curto prazo.

Hidrogênio azul com captura de carbono offshore

A nota técnica da EPE trará, inclusive, um estudo de caso que levanta a possibilidade de instalação de plantas de produção de hidrogênio azul em plataformas offshore já existentes no pré-sal da Bacia de Santos.

Dessa forma, o CO2 emitido no processo seria capturado e injetado nos reservatórios, tal qual é feito hoje com o gás natural. 

“Estão sendo feitos estudos ainda para injeção de CO2, porque já temos a tecnologia pronta para injetar o gás natural nos reservatórios. É um gás mais ácido que o natural, mas estudos apontam essa possibilidade”, explica a analista Claudia Bonelli, que participou da elaboração da nota.  

Outro estudo de caso demonstrará a produção de hidrogênio azul onshore, em que o CO2 capturado seria transportado até a região pré-sal para injeção nos reservatórios. 

Cadeia de valor do hidrogênio turquesa 

Já no caso do hidrogênio turquesa, a projeção de custos da EPE também considerou a possível comercialização do carbono sólido, conhecido como negro de fumo, utilizado principalmente na fabricação de pneus.

Contudo, a nota aponta para a necessidade de ampliar o uso desse substrato na geração de carbono com alto valor agregado, como o grafite utilizado em baterias de lítio, para que de fato o preço desse hidrogênio se torne competitivo.

A EPE também cita estudos ao redor do mundo que comprovam a viabilidade de utilizar a estrutura de gás existente na distribuição e transporte do hidrogênio. 

Isso se daria por meio de uma mistura do hidrogênio ao gás natural, que poderia ser, em geral, de 10 a 20%, chegando até 30%, como vem sendo proposto na Alemanha e nos Países Baixos, por exemplo.

No Brasil, o Ceará também estuda a viabilidade do uso compartilhado de redes para distribuição do hidrogênio. O estado, por meio do Porto de Pecém — e de olho em uma demanda global — vem tentando atrair projetos, especialmente, de hidrogênio verde.

Fonte: Epbr – Diálogos da Transição

Energia Solar dever ter investimentos de R$ 50,8 bilhões no Brasil em 2022

Os novos investimentos privados no setor de energia solar fotovoltaica no Brasil poderão ultrapassar a cifra de R$ 50,8 bilhões em 2022, com a adição de mais de 11,9 GW de potência instalada, somando os segmentos de geração distribuída e geração centralizada. As projeções são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Poderão ser gerados mais de 350 mil novos postos de trabalho; na sua maioria, empregos qualificados.

O acréscimo de potência solar fotovoltaica no ano deve representar um crescimento de mais de 91,7% sobre a capacidade instalada atual do país, que é de 13 GW.

Para a GD, a entidade projeta um crescimento de 105,0% frente ao total instalado até 2021, passando de 8,3 GW para 17,2 GW. Já na geração centralizada, o crescimento previsto será de 67,8%, saindo dos atuais 4,6 GW para 7,8 GW. Assim, a fonte solar fotovoltaica alcançará um total de quase 25 GW.

A fonte deverá gerar mais de 357 mil novos empregos neste ano, espalhados por todas as regiões do país. As perspectivas para o setor solar são de chegar ao final de 2022 com um total acumulado de mais de 747 mil empregos no Brasil desde 2012, distribuídos entre todos os elos produtivos do setor.

A maior parcela destes postos de trabalho deverá vir do segmento de geração distribuída solar, que serão responsáveis por mais de 251 mil empregos neste ano. Dos R$ 50,8 bilhões de investimentos previstos para este ano, a GD corresponderá a cerca de R$ 40,6 bilhões.

A entidade projeta, ainda, que o setor solar fotovoltaico brasileiro será responsável por um aumento líquido na arrecadação dos governos federal, estaduais e municipais de mais de R$ 15,8 bilhões este ano.  

A Absolar acredita que 2022 poderá ser “o melhor ano da energia solar na história do Brasil desde 2012”, com o maior crescimento do mercado e do setor na última década. De acordo com análise da entidade, a geração própria de energia cresce a passos largos e deverá praticamente dobrar a potência operacional anualmente instalada, uma vez que a recente sancionada Lei 14.300/2022 irá impulsionar a demanda do mercado.

Além disso, o aumento nas tarifas de energia elétrica segue com tendências de elevação, pesando no bolso do consumidor que procurará uma solução para diminuir as despesas.

Já na geração centralizada, o forte crescimento de mercado previsto é impulsionado principalmente pelo avanço da fonte solar no mercado livre de energia elétrica, que deverá ser responsável pela maior parcela das grandes usinas previstas para entrar em operação comercial no ano de 2022.

Fonte: Brasil Energia

Mercado global aposta nos carros elétricos, inclusive no Brasil

Executivos da indústria global de automóveis acreditam que 41% dos novos veículos vendidos no Brasil em 2030 serão elétricos. Na Índia, se espera que no fim da década a participação de veículos elétricos (EVs) será de 39%. O Brasil tem uma enorme vantagem de poder associar a eletricidade produzida com energias renováveis ( hídrica, solar e eólica) com uma infraestrutura industrial automotiva capaz de produzir carros elétricos, em escala, muito rapidamente. Praticamente todas as montadoras mundiais tem base industrial no Brasil.

A percepção foi identificada na 22ª edição da Pesquisa Executiva Anual do Setor Automotivo Global 2021 (GAES), da KPMG, que ouviu 1.118 executivos – incluindo 372 CEOS  – em 31 países.

Em mercados mais bem desenvolvidos, como Japão, China, Estados Unidos e países da Europa Ocidental, os executivos acreditam que os EVs representarão metade do mercado automotivo.

A consultora perguntou qual porcentagem estimada de vendas de veículos novos alimentados por bateria, excluindo híbridos, dentro de cada mercado, até 2030. E, claro, é reflexo de pressões institucionais e de mercado dentro da agenda climática. 
 
Os executivos automotivos globais estão confiantes que esta indústria terá um crescimento mais lucrativo nos próximos cinco anos e que a participação no mercado de veículos elétricos crescerá drasticamente até 2030”, declarou Flávia Spadafora, líder do setor Automotivo da KPMG no Brasil, para Epbr- Diálogos da Transição.

E o que estão comprando por aqui? Com o balanço de 2021, a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) comemorou nesta quinta (6/jan) que o mercado bateu todas as previsões ao saltar de 801 elétricos puros (BEVs) licenciados em 2020 para 2.851, no ano passado.
 
Com comerciais leves híbridos (HEVs), híbridos plug-in (PHEVs) – e olha o etanol aí–, foram 34.990 emplacamentos no total, aumento de 77% sobre os 19.745 de 2020. Isto é, apenas 8% das novas vendas são de elétricos puros.  Em um mercado no qual a crise econômica está matando as linhas populares, os elétricos ainda são bem caros. A liderança em vendas segue com o Leaf Tekna, da Nissan (R$ 264 mil na tabela Fipe), seguido pelo Taycan, esportivo elétrico de luxo da Porsche que pode passar dos R$ 600 mil. A produção em larga escala deveria reduzir os custos de produção e consequentemente os preços de venda !

Desafios para adoção de veículos elétricos

Entre os desafios apontados por executivos ouvidos pela KPMG para a adoção de veículos elétricos pelos consumidores está a redução no tempo de recarga das baterias.

Para 77% dos entrevistados os consumidores deverão exigir tempos de recarga inferiores a 30 minutos ao viajarem. Atualmente, a maior parte das estações de carregamento demoram mais de três horas.

Estima-se que um carro elétrico demande 6 vezes mais recursos minerais que um automóvel convencional.

No ano passado, a Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês) alertou que somente a demanda por lítio, por exemplo, deve crescer 40 vezes nas próximas duas décadas.

Grafite, cobalto e níquel terão uma demanda entre 20 e 25 vezes maior, na comparação com o mercado atual.

Créditos: Epbr- Diálogos da Transição



Qual a verdadeira prioridade para o Brasil na transição energética? A destruição da floresta responde por 40% das emissões totais de CO2 do Brasil.

Enquanto todas as emissões de CO2 do Brasil da agricultura , pecuária, indústria , siderurgia, petróleo e gás, etc, respondem por 1.169 Mton CO2 eq/ano, somente as queimadas e o desflorestamento respondem por mais de 788 Mton CO2 eq/ano, dados do SEEG- Observatório do Clima de 2018, ou seja mais de 40% das emissões de CO2 se devem a causas que nunca deveriam estar acontecendo! Por mais que sejam importantes as ações que os diversos setores citados estão fazendo, e são, para chegarmos as metas estabelecidas pelo Brasil em Glasgow na Escócia, para controlar o aumento da temperatura do planeta em no máximo 1,5 ºC até 2050; a destruição da floresta deveriam simplesmente parar, ser ZERO!

Estes dados fizeram parte de uma Webinar sobre Transição Energética, promovida pelo CEBRI- Centro Brasileiro de Relações Internacionais , em abril/20, na qual o ex-ministro Joaquim Levy fez uma brilhante exposição sobre as relações entre a Transição Energética e o crescimento do PIB. Nesta apresentação, foi mostrado este quadro abaixo, que fala por si só.

O mais preocupante, é que após 2018, os dados de desmatamento só pioraram, notadamente dados divulgados pelo Brasil, sintomaticamente pós COP 26.

É logico que se olharmos somente para o total, excluindo o desmatamento, ainda encontramos quase 48% deste valor de 1.169 Mton CO2 eq/ano devidos a pecuária e a agricultura, mas todos sabemos que a agricultura no Brasil está altamente desenvolvida tecnologicamente e não necessita desmatar para ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo, e mesmo a pecuária tem muitas áreas disponíveis para crescer sem necessidade de desmatamento. O desmatamento ilegal, é o maior problema do Brasil.

Para reforçar este conceito, vejam que as emissões de origem fóssil do Brasil, quando medidas per capita e em relação ao PIB de cada pais , mostra o Brasil em uma posição até confortável, quando comparado com outras economias do mundo, como nos mostra o Ex-ministro Joaquim Levi, no quadro abaixo.

Isto não significa que nada precisa ser feito, mas primeiro o Brasil tem que parar de desmatar urgentemente, até para ter credibilidade internacional, para disputar os financiamentos que serão necessários para as energias renováveis do futuro, como a eólica offshore, a eletrificação com energias renovareis solar e eólicas, etc, campos que o Brasil tem um potencial gigantesco de gerar empregos altamente qualificados e ajudar o Brasil a crescer. Temos um grande desafio tecnológico com o Hidrogênio Verde, de convergência em decidir politicas publicas inclusivas para que a população do pais e as comunidades possam participar e se beneficiar desta transição energética, mas insisto TEMOS QUE PARAR DE DESTRUIR NOSSAS FLORESTAS.

Saiba mais em : http://seeg9-brasil-site.herokuapp.com/documentos-analiticos

Emissões de CO2 no mundo devem atingir recorde histórico em 2022

Emissões de CO2 também devem atingir recorde histórico em 2022, apesar do maior foco no clima, colocando a política de emissões em votação nos principais mercados, aponta o S&P Global Platts Analytics Energy Outlook 2022.

Segundo os analistas da Platts, apesar do foco nas reduções de emissões e em uma lista cada vez maior de países com metas líquidas zero, a expectativa é que as emissões de CO2 aumentem 2,5% em 2022 para novos níveis recordes, à medida que algumas economias se recuperam totalmente, enquanto outras buscam o crescimento. 

“Embora os líderes na COP26 tenham se comprometido a fortalecer as metas de emissões de 2030 até o final de 2022, em vez de esperar pelo processo formal de ‘avaliação’, há riscos significativos para as agendas de política ambiental doméstica nas eleições de 2022”, avaliam. 

Eleições intermediárias nos EUA podem inviabilizar a agenda ambiental de Joe Biden, enquanto o partido de oposição da Austrália busca derrubar o governo mais conservador, tornando as metas ambientais mais fortes uma prioridade. 

Essas eleições são um lembrete de que ‘toda a política é local’ e os destinos dos acordos globais são frequentemente determinados por eleições domésticas, opinião pública e mudanças nas políticas”, completa a Platts.

Um bom exemplo é no Brasil, que decidiu por um projeto de Lei o PL 712/2019, do senador Esperidião Amin (PP/SC), que cria uma política de ajuda ao setor carbonífero de Santa Catarina, propondo um sistema de transição energética que deverá zerar a produção de energia de uma das fontes mais poluentes do mundo, que é o carvão, apenas em 2040.

O projeto determina que a União prorrogue a autorização do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina, por 15 anos a partir de 1º de janeiro de 2025.

Há um apelo global para o fim do carvão. Em novembro, durante a COP26, na Escócia, mais de 40 países assumiram um acordo para eliminar a energia a carvão, incluindo Canadá, Chile, Cingapura, Coréia do Sul, Egito, Espanha, Nepal, Polônia, Vietnã e Ucrânia.

Brasil, Estados Unidos, Austrália, China e Índia não assinaram o acordo, o que deixou o plano aquém da ambição inicial da presidência da Conferência do Clima.

Créditos: Diálogos da Transição/Epbr

Estudo inédito da consultoria Wood Mackenzie, mostra que a capacidade eólica global deve crescer 9% até 2030, e atingir 1.756 GW

Foto gratuita do Pexels

A capacidade global de energia eólica deve crescer 9% entre 2021 e 2030 e atingir mais de 1.756 GW acumulados, de acordo com novo relatório da Wood Mackenzie. A China deu um grande impulso à última previsão. A atualização de adição de 48 GW do país é responsável por quase 70% do aumento para a perspectiva global de 10 anos.

A análise do quarto trimestre da Wood Mackenzie reporta um aumento de 69 GW em novas adições de capacidade globalmente em comparação com a perspectiva do trimestre anterior para a década.

Segundo o diretor de pesquisa da Wood Mackenzie, Luke Lewandowski, o rápido crescimento da demanda de energia impulsionado pelo setor industrial da China e a recente escassez de energia em setembro estimulou a determinação do país em acelerar o desenvolvimento de energia renovável. “Portanto, atualizamos nossa perspectiva de capacidade de energia eólica na China. O mercado deve adicionar 458 GW nesta década e continuará a liderar o ranking global em termos de nova capacidade adicionada”.

A análise indica que a demanda aguda por energia ao longo da costa da China desencadeou uma atualização de 13 GW no setor eólico offshore, em grande parte concentrado de 2023 a 2026. O compromisso do país com emissões zero líquidas deve gerar 88 GW de capacidade eólica offshore adicional entre 2021 e 2030.

Os ajustes de perspectiva trimestral nos EUA e na Europa combinam-se para contribuir com 22 GW de capacidade adicional, uma vez que esses mercados respondem às metas de descarbonização e aos mecanismos de incentivo esperados.

A Wood Mackenzie fez ajustes mínimos na perspectiva para o Oriente Médio e África, embora o avanço da construção eólica na África do Sul, Omã, Israel e Egito indique que o desenvolvimento está no ritmo da previsão.

Contrariando a tendência de aumento das adições de capacidade está o Japão, que caiu cinco posições para a 16ª posição nos principais mercados para novas classificações de capacidade eólica. Um rebaixamento de 2,5 GW para o Japão é causado por uma meta offshore mais conservadora do que o previsto, resultando em baixa de quase 800 MW para a perspectiva da Ásia-Pacífico, excluindo a China. O país agora está projetado para adicionar 11,7 GW de nova capacidade nesta década.

O Vietnã, considerado a estrela em ascensão da Ásia-Pacífico, relatou um aumento de 33 vezes em novas adições de capacidade em apenas um ano, já que os desenvolvedores pressionaram para capitalizar no FIT eólico que expirou no final de outubro. O mercado está atualmente classificado em 17º em adições de capacidade eólica global, com 9,9 GW de novas instalações esperadas para esta década.

Créditos: Energia Hoje