Mercado global aposta nos carros elétricos, inclusive no Brasil

Executivos da indústria global de automóveis acreditam que 41% dos novos veículos vendidos no Brasil em 2030 serão elétricos. Na Índia, se espera que no fim da década a participação de veículos elétricos (EVs) será de 39%. O Brasil tem uma enorme vantagem de poder associar a eletricidade produzida com energias renováveis ( hídrica, solar e eólica) com uma infraestrutura industrial automotiva capaz de produzir carros elétricos, em escala, muito rapidamente. Praticamente todas as montadoras mundiais tem base industrial no Brasil.

A percepção foi identificada na 22ª edição da Pesquisa Executiva Anual do Setor Automotivo Global 2021 (GAES), da KPMG, que ouviu 1.118 executivos – incluindo 372 CEOS  – em 31 países.

Em mercados mais bem desenvolvidos, como Japão, China, Estados Unidos e países da Europa Ocidental, os executivos acreditam que os EVs representarão metade do mercado automotivo.

A consultora perguntou qual porcentagem estimada de vendas de veículos novos alimentados por bateria, excluindo híbridos, dentro de cada mercado, até 2030. E, claro, é reflexo de pressões institucionais e de mercado dentro da agenda climática. 
 
Os executivos automotivos globais estão confiantes que esta indústria terá um crescimento mais lucrativo nos próximos cinco anos e que a participação no mercado de veículos elétricos crescerá drasticamente até 2030”, declarou Flávia Spadafora, líder do setor Automotivo da KPMG no Brasil, para Epbr- Diálogos da Transição.

E o que estão comprando por aqui? Com o balanço de 2021, a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) comemorou nesta quinta (6/jan) que o mercado bateu todas as previsões ao saltar de 801 elétricos puros (BEVs) licenciados em 2020 para 2.851, no ano passado.
 
Com comerciais leves híbridos (HEVs), híbridos plug-in (PHEVs) – e olha o etanol aí–, foram 34.990 emplacamentos no total, aumento de 77% sobre os 19.745 de 2020. Isto é, apenas 8% das novas vendas são de elétricos puros.  Em um mercado no qual a crise econômica está matando as linhas populares, os elétricos ainda são bem caros. A liderança em vendas segue com o Leaf Tekna, da Nissan (R$ 264 mil na tabela Fipe), seguido pelo Taycan, esportivo elétrico de luxo da Porsche que pode passar dos R$ 600 mil. A produção em larga escala deveria reduzir os custos de produção e consequentemente os preços de venda !

Desafios para adoção de veículos elétricos

Entre os desafios apontados por executivos ouvidos pela KPMG para a adoção de veículos elétricos pelos consumidores está a redução no tempo de recarga das baterias.

Para 77% dos entrevistados os consumidores deverão exigir tempos de recarga inferiores a 30 minutos ao viajarem. Atualmente, a maior parte das estações de carregamento demoram mais de três horas.

Estima-se que um carro elétrico demande 6 vezes mais recursos minerais que um automóvel convencional.

No ano passado, a Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês) alertou que somente a demanda por lítio, por exemplo, deve crescer 40 vezes nas próximas duas décadas.

Grafite, cobalto e níquel terão uma demanda entre 20 e 25 vezes maior, na comparação com o mercado atual.

Créditos: Epbr- Diálogos da Transição



Emissões de CO2 no mundo devem atingir recorde histórico em 2022

Emissões de CO2 também devem atingir recorde histórico em 2022, apesar do maior foco no clima, colocando a política de emissões em votação nos principais mercados, aponta o S&P Global Platts Analytics Energy Outlook 2022.

Segundo os analistas da Platts, apesar do foco nas reduções de emissões e em uma lista cada vez maior de países com metas líquidas zero, a expectativa é que as emissões de CO2 aumentem 2,5% em 2022 para novos níveis recordes, à medida que algumas economias se recuperam totalmente, enquanto outras buscam o crescimento. 

“Embora os líderes na COP26 tenham se comprometido a fortalecer as metas de emissões de 2030 até o final de 2022, em vez de esperar pelo processo formal de ‘avaliação’, há riscos significativos para as agendas de política ambiental doméstica nas eleições de 2022”, avaliam. 

Eleições intermediárias nos EUA podem inviabilizar a agenda ambiental de Joe Biden, enquanto o partido de oposição da Austrália busca derrubar o governo mais conservador, tornando as metas ambientais mais fortes uma prioridade. 

Essas eleições são um lembrete de que ‘toda a política é local’ e os destinos dos acordos globais são frequentemente determinados por eleições domésticas, opinião pública e mudanças nas políticas”, completa a Platts.

Um bom exemplo é no Brasil, que decidiu por um projeto de Lei o PL 712/2019, do senador Esperidião Amin (PP/SC), que cria uma política de ajuda ao setor carbonífero de Santa Catarina, propondo um sistema de transição energética que deverá zerar a produção de energia de uma das fontes mais poluentes do mundo, que é o carvão, apenas em 2040.

O projeto determina que a União prorrogue a autorização do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina, por 15 anos a partir de 1º de janeiro de 2025.

Há um apelo global para o fim do carvão. Em novembro, durante a COP26, na Escócia, mais de 40 países assumiram um acordo para eliminar a energia a carvão, incluindo Canadá, Chile, Cingapura, Coréia do Sul, Egito, Espanha, Nepal, Polônia, Vietnã e Ucrânia.

Brasil, Estados Unidos, Austrália, China e Índia não assinaram o acordo, o que deixou o plano aquém da ambição inicial da presidência da Conferência do Clima.

Créditos: Diálogos da Transição/Epbr

Estudo inédito da consultoria Wood Mackenzie, mostra que a capacidade eólica global deve crescer 9% até 2030, e atingir 1.756 GW

Foto gratuita do Pexels

A capacidade global de energia eólica deve crescer 9% entre 2021 e 2030 e atingir mais de 1.756 GW acumulados, de acordo com novo relatório da Wood Mackenzie. A China deu um grande impulso à última previsão. A atualização de adição de 48 GW do país é responsável por quase 70% do aumento para a perspectiva global de 10 anos.

A análise do quarto trimestre da Wood Mackenzie reporta um aumento de 69 GW em novas adições de capacidade globalmente em comparação com a perspectiva do trimestre anterior para a década.

Segundo o diretor de pesquisa da Wood Mackenzie, Luke Lewandowski, o rápido crescimento da demanda de energia impulsionado pelo setor industrial da China e a recente escassez de energia em setembro estimulou a determinação do país em acelerar o desenvolvimento de energia renovável. “Portanto, atualizamos nossa perspectiva de capacidade de energia eólica na China. O mercado deve adicionar 458 GW nesta década e continuará a liderar o ranking global em termos de nova capacidade adicionada”.

A análise indica que a demanda aguda por energia ao longo da costa da China desencadeou uma atualização de 13 GW no setor eólico offshore, em grande parte concentrado de 2023 a 2026. O compromisso do país com emissões zero líquidas deve gerar 88 GW de capacidade eólica offshore adicional entre 2021 e 2030.

Os ajustes de perspectiva trimestral nos EUA e na Europa combinam-se para contribuir com 22 GW de capacidade adicional, uma vez que esses mercados respondem às metas de descarbonização e aos mecanismos de incentivo esperados.

A Wood Mackenzie fez ajustes mínimos na perspectiva para o Oriente Médio e África, embora o avanço da construção eólica na África do Sul, Omã, Israel e Egito indique que o desenvolvimento está no ritmo da previsão.

Contrariando a tendência de aumento das adições de capacidade está o Japão, que caiu cinco posições para a 16ª posição nos principais mercados para novas classificações de capacidade eólica. Um rebaixamento de 2,5 GW para o Japão é causado por uma meta offshore mais conservadora do que o previsto, resultando em baixa de quase 800 MW para a perspectiva da Ásia-Pacífico, excluindo a China. O país agora está projetado para adicionar 11,7 GW de nova capacidade nesta década.

O Vietnã, considerado a estrela em ascensão da Ásia-Pacífico, relatou um aumento de 33 vezes em novas adições de capacidade em apenas um ano, já que os desenvolvedores pressionaram para capitalizar no FIT eólico que expirou no final de outubro. O mercado está atualmente classificado em 17º em adições de capacidade eólica global, com 9,9 GW de novas instalações esperadas para esta década.

Créditos: Energia Hoje

Estudo aponta que 660 milhões de pessoas não terão acesso à energia elétrica em 2030

Enquanto estamos falando de Transição Energética, tema sem duvida, de altíssima importância, para o clima e para a sobrevivência do planeta, frente as mudanças climáticas; existe uma desigualdade brutal entre os países desenvolvidos que já estão discutindo a eletrificação, o uso do Hidrogênio Verde, energia eólica, solar offshore, etc; um estudo divulgado em junho/21, pela Agência Internacional de Energia (IEA), Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (UN DESA), Banco Mundial e Organização Mundial da Saúde (OMS), mostrando que 660 milhões de pessoas no mundo não terão acesso a energia elétrica em 2030.

Denominado Tracking SDG 7: The Energy Progress Report (2021), o estudo mapeia as metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7 (ODS 7), que visa assegurar o acesso universal à energia segura, sustentável e moderna para todos.

Mesmo no Brasil, estudos da EPE – Empresa de Pesquisa Energética do MME – Ministério de Minas e Energia, o “Atlas de Eficiência Energética 2020” , dados de 2019, mostra que 27% das residencias brasileiras ainda utiliza a lenha como energia para cocção de alimentos !! Este numero já foi 38% em 2005, e o estudo mostrou que houve uma melhora significativa entre 2002 e 2014, em função da melhoria econômica das famílias, mas ainda é muito alto; ou seja mais de 1/4 das residencias no Brasil utiliza a lenha como energia !

Suspeitamos que nos últimos 2 anos, em função do desemprego, Covid-19, e outros fatores sócio-econômicos, estes números podem ter piorado novamente, mas ainda não temos dados para dizer.

Quase 1 milhão de pessoas não têm acesso à energia elétrica na Amazônia. Este dado de 2019, faz parte de estudo elaborado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente, que analisou a exclusão elétrica nos 9 estados que compõem a Amazônia Legal.

Temos sim que fazer uma transição energética justa, mas também inclusiva, para que 660 milhões de pessoas não fiquem de fora.

A boa noticia, é que uma das fontes mais abundantes na natureza, que é a energia solar, pode ser a solução para o problema dos países subdesenvolvidos e afastados dos grandes centros de produção de energia, áreas remotas como a Africa subsaariana, as vilas no interior da Amazônia, e em áreas rurais afastadas dos grandes centros em todo o mundo subdesenvolvido; desde que haja um esforço internacional coordenado, através de politicas publicas dos países ricos, que ajudem os países mais pobres a dar este salto qualitativo de inclusão em uma década. Precisa haver vontade politica para fazer.

O documento Tracking SDG 7: The Energy Progress Report (2021) aponta avanços importantes na última década, que vai de 2010 a 2019, quando mais de um bilhão de pessoas obtiveram acesso à eletricidade em todo o mundo. A eletrificação por meio de soluções descentralizadas de base renovável, em particular, ganhou impulso e o número de pessoas conectadas a mini redes mais que dobrou entre 2010 e 2019, passando de 5 para 11 milhões de pessoas.

No entanto, de acordo com as políticas atuais e planejadas e posteriormente afetadas pela crise Covid-19, isso não será suficiente para universalizar o acesso à energia para toda população mundial.

Por outro lado, o impacto financeiro da Covid-19 tornou os serviços básicos de eletricidade inacessíveis para mais 30 milhões de pessoas, a maioria localizada na África Subsaariana. Atualmente, 759 milhões de pessoas ainda vivem sem eletricidade no mundo.

A América Latina e o Caribe têm a maior parcela dos usos modernos de energia renovável, graças à energia hidrelétrica para eletricidade, bioenergia para processos industriais e biocombustíveis para transporte. O Leste e o Sudeste asiático, assim como a América Latina e Caribe, estão se aproximando do acesso universal, com mais de 98% de sua população tendo acesso à eletricidade.

O relatório examina várias maneiras de preencher as lacunas para alcançar o ODS 7, sendo as principais delas dobrar o progresso em eficiência energética, a colaboração internacional e aumentar significativamente o uso de energias renováveis ​​- que se mostraram mais resilientes do que outras partes do setor de energia durante a crise do Covid-19.

Créditos : Canal Energia.com.br

Chamada pública do Senai e CTG Brasil atrai 31 projetos de hidrogênio verde !

Propostas somam R$ 183,7 milhões, valor 10 vezes maior do que o previsto no edital; disputa atraiu “startups” e grandes empresas de 13 estados.

Fonte Energia Hoje

Senai e a CTG Brasil anunciaram que sua chamada pública destinada ao apoio de projetos de hidrogênio verde no Brasil recebeu um total de 31 inscrições, com valor somado de R$ 183,7 milhões em propostas.

O valor total dos projetos é 10 vezes maior do que o montante previsto no edital, de R$ 18 milhões, e inclui R$ 21 milhões em contrapartidas das empresas proponentes para financiamento.

A iniciativa, lançada em outubro deste ano, atraiu propostas de startups e de grandes companhias de 13 estados brasileiros.

Entre as ideias apresentadas, 74% focam na produção de hidrogênio, 20% no uso industrial, 3% no transporte e outros 3% em certificações do produto.

O estado com mais destaque na chamada é o Paraná, que totaliza cerca de R$ 24,2 milhões em projetos. Em seguida estão os estados de Santa Catarina, com R$ 17,20 milhões; Ceará, com R$ 16,4 milhões, e Rio Grande do Norte e Amapá, ambos com R$ 14,5 milhões.

A disputa também recebeu propostas de empresas do Mato Grosso do Sul, Bahia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Espírito Santo e São Paulo.

No momento, a seleção está passando pela fase de análise das propostas, sendo que o resultado preliminar está previsto para ser anunciado no início de dezembro.

Os projetos que avançarem para a segunda etapa passarão por uma curadoria para identificação de possíveis sinergias e aprovação final da CTG Brasil.

O resultado final sai em 17 de dezembro, e em 2022 inicia-se a fase de prospecção de possíveis parceiros internacionais para o desenvolvimento das ideias selecionadas.

Segundo a Senai e a CTG Brasil, não há uma estimativa de quantos dos inscritos serão contratados. Os projetos escolhidos terão prazo de execução de até 36 meses, a partir da assinatura do contrato. A iniciativa faz parte do programa Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da Aneel.

Instituto Ilumina não vê motivo de otimismo para período úmido

O engenheiro Roberto D’Araújo, diretor do Instituto Ilumina, disse que discorda do otimismo do diretor geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, em relação às perspectivas do SIN para o período úmido que começou nesta quarta-feira, 1º de dezembro. Para Roberto D’Araújo, para recuperar de 60% a 70% dos reservatórios, será necessário chover como nunca! Como pode ser observado no gráfico abaixo, do Instituto Acende Brasil, houve uma queda estrutural de 38% na ultima década.

Fonte: Energia Hoje

Programa Energia Transparente – Instituto Acende Brasil

“Para que consigamos recuperar de 60% a 70% da capacidade dos reservatórios terá que chover como nunca choveu”, disse D’Araújo. Na sua avaliação, é enganoso atribuir a atual crise hídrica apenas à falta de chuvas em 2021, uma vez que o atual ciclo de seca já vinha se desenhando há vários anos e também porque o histórico mostra que já houve outros ciclos tão ou mais severos, como o de 1949 a 1956, com epicentro em 1953.

Ciocchi disse, em evento sobre energia nuclear, que apesar da dependência das chuvas para recuperar os reservatórios das hidrelétricas, o trabalho feito pelo governo desde outubro do ano passado vai permitir que o período 2021/2022 seja mais confortável para o SIN do que foi 2020/2021, mesmo que a quantidade de chuvas neste período úmido seja a mesma que foi no período passado.

Para o especialista, Roberto D’Araújo, a principal razão para a crise atual, sem minimizar o papel das mudanças climáticas, foi a falta de investimentos. D’Araújo disse que se for examinado o PDE 2011, projetando a geração para 2021, será possível verificar que não foram construídas as hidrelétricas que estavam planejadas, uma falha que ele atribui ao progressivo afastamento do setor público do segmento.

Para o diretor do Ilumina, grandes projetos hidrelétricos precisam da participação pública para se viabilizarem. “Só 8% das hidrelétricas brasileiras foram feitos pelo setor privado”, afirmou, acrescentando que o portfólio atual de hídricas das geradoras privadas ou foi feito em parceria com o setor público, como as estruturantes da Amazônia, ou foi comprado já pronto.

D’Araújo avalia ainda que o mercado livre não alavancou a quantidade de investimentos compatível com seu porte atual. Ele comemorou a aprovação na última terça-feira pela Aneel da regulamentação para as usinas híbridas e associadas, mas disse que o Brasil estás muito atrasado nessa tecnologia de compartilhamento de espaços e de sistemas de transmissão que, na sua visão, pode trazer mais capacidade e segurança do que outras alternativas, inclusive a construção de novos reservatórios.

O atual período úmido chega encontrando os reservatórios em condições muito parecidas com as do início do período de chuvas passado. No dia 30/11 deste ano, segundo os dados do ONS, os reservatórios do SE/CO estavam com 19,66% de volume, os do Nordeste, com 37,87%, os do Sul, com 53,76% e os do Norte com 32,74%.

No mesmo dia de 2020, os do SE/CO, intensamente usados nas semanas anteriores, estavam em 17,72%, os do Nordeste, em 52,18%, os do Sul, em 18,25% e os do Norte, em 28,93%. D’Araújo avalia que para tudo ficar bem em 2022 será preciso muita ajuda de São Pedro.

O presidente Alberto Fernández anunciou que se põe em marcha o processo para a construção do gasoduto Néstor Kirchner

O presidente Alberto Fernández anunciou hoje na Casa Rosada o inicio do processo de construção da primeira etapa do gasoduto “Néstor Kirchner” e do Sistema de Gasodutos Transport.Ar Producción Nacional, cuja implantação permitirá garantir a ampliação da capacidade de transporte do sistema nacional de gasodutos, primeira etapa incremento de 24 Milhões m³/dia, substituindo importações de GNL, além de incrementar a capacidade exportadora de gás aos países vizinhos e gerar um maior ganho fiscal e geração de divisas. Lembrando que a Argentina possuem uma das maiores reservas mundias de “shale gas”, de 300 TCF, conhecido como Vaca Muerta, que poderia ser exportado ao Brasil, a preços bem competitivos, sendo uma das alternativas, através da fronteira em Uruguaiana; com a construção do Gasoduto Uruguaiana- Porto Alegre, com 594 Km de extensão, da TSB, que já consta do Plano Indicativo de Gasodutos de Transporte (PIG), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão vinculado ao MME.

Al finalizar la reunión con el secretario de Energía, Darío Martínez y el secretario de Asuntos Estratégicos, Gustavo Béliz, el Presidente manifestó la voluntad política del Gobierno nacional para avanzar con la obra, mediante  la convocatoria a licitación pública, con el aumento de la partida presupuestaria correspondiente al primer tramo del proyecto en 40.000.000.000 pesos.

El mandatario instruyó a la Secretaría de Energía y a IEASA a avanzar con rapidez en el llamado a licitación pública y pudo además interiorizarse acerca de los detalles del proyecto, que al finalizarse alcanzará un incremento en la capacidad de transporte de 24 millones de metros cúbicos diarios y generará un ahorro de divisas de 1.465 millones de dólares anuales y un ahorro fiscal de 1.060 millones por sustitución de importaciones de GNL y Gas Oil, además de compensar la caída en los niveles de producción correspondientes a la provisión boliviana.

Por otro lado, el secretario de Energía transmitió al Presidente también la necesidad de avanzar en el esquema de desarrollo de la segunda etapa del proyecto, en la medida en que su concreción implicará el aumento de la capacidad total de transporte en 44 millones de metros cúbicos por día, lo cual permitirá además abastecer integralmente la demanda interna con gas argentino y potenciar la capacidad exportadora del país.

De esa forma, se generarán ahorros anuales totales de hasta 2.690 millones de dólares en materia de divisas y de 1.946 millones de dólares en cuanto a costo fiscal.

La primera etapa del proyecto gasoducto Néstor Kirchner y del Sistema de Gasoductos Tranport.Ar Producción Nacional incluye las obras de construcción entre Tratayen y Salliqueló, y entre Mercedes y Cardales, la ampliación del Gasoducto NEUBA II (Ordoqui), la construcción de los tramos finales en AMBA Sur y Norte, la reversión del Gasoducto Norte en sus etapas I y II, y la ampliación del Gasoducto Centro Oeste.

La segunda etapa, en tanto, contempla la construcción del Gasoducto Nestor Kirchner entre Salliqueló y San Jerónimo, la culminación de la reversión del Gasoducto Norte, la ampliación de la capacidad de transporte del GNEA, la conexión GNEA a San Jerónimo y Loops, y aumento de Compresión en Aldea Brasilera (Gasoducto Entrerriano).

El Secretario de Energía además  informó al Presidente que por el desarrollo del Plan Gas.Ar la producción de Gas Natural tuvo un crecimiento de tal magnitud que la capacidad de transporte puede saturar los gasoductos actuales.

Por lo tanto, y dada la potencialidad de Vaca Muerta, es necesario construir un nuevo sistema de gasoductos que permitan desarrollar al máximo la producción de gas argentino para reemplazar las costosas importaciones de GNL y gas oil que el país se ve obligado a realizar todos los años para completar el abastecimiento de la demanda interna y para insumo de nuestras Centrales Térmicas de Generación Eléctrica.

Darío Martínez: “Ponemos en marcha la construcción de las Obras del Gasoducto Néstor Kirchner y Transport.Ar”

El Presidente de la Nación Alberto Fernández decidió incorporar fondos presupuestarios por u$d 400 MM para completar el financiamiento de la primera etapa del Gasoducto Presidente Néstor Kirchner y sus obras complementarias, previstas en el Sistema de Gasoductos Transport.Ar Producción Nacional.

El Secretario de Energía Darío Martínez resaltó que “la conclusión de las obras de esta primera etapa permitirá un incremento en la capacidad de transporte de 24 Millones de m3 diarios, y generará un ahorro de divisas de u$d 1.465 MM anuales y un ahorro fiscal de u$d 1.060 MM anual, por sustitución de importaciones de GNL, Gas Oil, así como compensar la caída de la producción de nuestro proveedor Boliviano. De igual manera, estas obras potenciaran la capacidad exportadora de Gas a nuestros países vecinos”.

Con la firma de un DNU de reestructura general del Presupuesto 2021, el Presidente asignará $40.000.000.000 adicionales a la construcción del Sistema de Gasoductos Transport.Ar, con lo cual se completa el esquema de financiamiento de la primera etapa cuyo costo preliminar asciende a u$d 1.566 MM.

Martínez declaró que “el Presidente nos instruyó a que iniciemos de inmediato las obras de la primera etapa del Proyecto Transport.Ar Gasoducto Nestor Kirchner, y para eso decidió completar con aportes del Tesoro, los fondos necesarios para asegurar la financiación.”

El Primer Mandatario mantuvo una reunión de trabajo con el Secretario de Energía de la Nación, Darío Martínez, en la cual se analizaron distintos aspectos de este ambicioso proyecto que implica una importante ampliación de la capacidad de transporte del sistema de Gasoductos de nuestro País, del cual el Gasoducto Presidente Néstor Kirchner es la obra emblemática.

El secretario de Energía informó al Presidente que, producto del desarrollo del Plan Gas.Ar, la producción de Gas Natural del País ha verificado un crecimiento de tal magnitud que ha producido que la capacidad de evacuación de esa producción se vera próximamente colapsada.

Al respecto, Martínez afirmó que “dada la potencialidad de producción de Vaca Muerta, es necesario construir un sistema de Gasoductos que permitan desarrollar al máximo la producción de Gas Argentino para reemplazar las costosas importaciones de GNL y Gas Oil que el país se ve obligado a realizar todos los años para completar el abastecimiento de la demanda interna de Gas y para insumo de nuestras Centrales Térmicas de Generación Eléctrica”.

El Presidente instruyó al Secretario de Energia a que junto a IEASA ponga en marcha de inmediato el primer paso de este importante proyecto que está diseñado técnicamente en dos etapas.

El Secretario de Energía explicó que “la primera etapa cuya financiación el Presidente completara en el DNU de reestructuración del Presupuesto 2021, incluyen las obras de construcción del Gasoducto Presidente Néstor Kirchner etapa I entre Tratayen y Saliquelo, construcción del Gasoducto entre Mercedes y Cardales, ampliación Gasoducto NEUBA II (Ordoqui), construcción tramos finales AMBA Sur y Norte, reversión del Gasoducto Norte etapas I y II, y ampliación del Gasoducto Centro Oeste”, y agregó que “a tal fin, el Presidente resolvió aumentar en $ 40.000.000.000 las partidas presupuestarias de 2021 para completar con fondos del tesoro el esquema de financiamiento necesario para garantizar la construcción de las obras”.

El Secretario de Energía informó al Presidente que es necesario avanzar en el esquema de la segunda etapa del proyecto ya que su concreción total implica la materialización de un sistema diseñado para aumentar en total la capacidad de transporte en 44 millones de m3 dia, lo que nos permitirá abastecer integralmente la demanda interna con Gas Argentino y potenciar nuestra capacidad exportadora, generando ahorros anuales totales de hasta u$d 2.690 MM en materia de divisas y de u$d 1.946 MM en materia de Costo Fiscal.

La segunda etapa del proyecto incluye la construcción del Gasoducto Presidente Néstor Kirchner Etapa II entre Saliquelo y San Jerónimo, la culminación de la reversión del Gasoducto Norte, la ampliación de la capacidad de transporte del GNEA, la conexión GNEA a San Jerónimo y Loops y Compresión en Aldea Brasilera (Gasoducto Entrerriano). Fonte: Argentina.gob.ar

Preços de crédito de carbono na Austrália atingem alta recorde.

Segundo a S&P Global Platts Analytics, um sentimento positivo pós-COP26 tem levado os preços a patamares recordes. A lógica dominante é a de que muitos países ou mesmo empresas que não tem acesso à fontes renováveis de energia, em grande escala, como é o caso do Brasil, terão que mitigar suas emissões através da compra de créditos de carbono. O Brasil atingiu a marca de 20,1 GW de energia eólica, no ultimo sábado ( 20/11), com a entrada de 45 MW liberados pela ANEEL, atingindo cerca de 11% da matriz elétrica. Muito relevante!

Energia Eólica

As unidades de crédito de carbono da Austrália, ou ACCUs, alcançaram um recorde de US$ 27,63/mtCO2e em 17 de novembro. Os preços subiram mais de 95% desde o início de julho, acompanhando a demanda global por créditos de carbono desde a segunda metade do ano. 

O país tem expandido os tipos de projetos elegíveis para gerar ACCUs, abrangendo cada vez mais novas tecnologias e métodos. O governo também implementou políticas para simplificar as práticas de registro e comercialização para reduzir as barreiras de entrada no mercado. 

Isso atrai agricultores locais para fornecer ACCUs de reflorestamento, sequestro de carbono do solo e outros métodos, dizem os analistas da Platts. Fonte: Diálogos da Transição-Epbr

Glasgow to be home to first-of-a-kind hydrogen storage project – A trailblazing hydrogen storage project near Glasgow has been backed by nearly £10 million in UK government funding.

O Governo Britânico acaba de anunciar um projeto pioneiro de estocagem de Hidrogênio Verde, na cidade de Glasgow, sede da CPO 26, no valor de 10 milhões de Libras, com fundos do Governo, com o objetivo de testar as tecnologias de armazenagem de Hidrogênio. O projeto Whitelee vai desenvolver o maior eletrolisador do Reino Unido, produzir e armazenar hidrogênio para abastecer os fornecedores locais de transporte com combustível zero carbono.
Desenvolvido pela ITM Power e BOC, em conjunto com a divisão de Hidrogênio da ScottishPower, a instalação será capaz de produzir de 2,5 a 4 toneladas de hidrogênio verde por dia, o suficiente para abastecer 225 ônibus que viajam entre Glasgow e Edimburgo.

Saiba mais :

A trailblazing hydrogen storage project near Glasgow has today been backed by nearly £10 million in UK government funding – helping create high-skilled jobs and drive progress towards decarbonising the UK transport sector.

Putting Scotland at the forefront of the UK’s clean energy transition and supporting the city’s ambition to become net zero by 2030, the £9.4 million cash boost will see the Whitelee green hydrogen project develop the UK’s largest electrolyser, a system which converts water into hydrogen gas as a way to store energy. It will be located alongside ScottishPower’s Whitelee Windfarm, the largest of its kind in the UK, and will produce and store hydrogen to supply local transport providers with zero-carbon fuel.

Developed by ITM Power and BOC, in conjunction with ScottishPower’s Hydrogen division, the state-of-the-art facility will be able to produce enough green hydrogen per day – 2.5 to 4 tonnes – that, once stored, could provide the equivalent of enough zero-carbon fuel for 225 buses travelling to and from Glasgow and Edinburgh each day.

Energy and Climate Change Minister Greg Hands said:

This first-of-a-kind hydrogen facility will put Scotland at the forefront of plans to make the UK a world-leading hydrogen economy, bringing green jobs to Glasgow, while also helping to decarbonise local transport – all immediately following the historic COP26 talks.

Projects like these will be vital as we shift to a green electricity grid, helping us get the full benefit from our world-class renewables, supporting the UK as we work to eliminate the UK’s contribution to climate change.

Secretary of State for Scotland Alister Jack said:

This tremendous investment at Whitelee Windfarm illustrates how serious the UK government is about supporting projects that will see us achieve net zero by 2050.

In the weeks following COP26 in Glasgow, it has never been more important to champion projects like this one, which embraces new hydrogen technology while creating highly-skilled jobs. We can, and will, achieve a greener, cleaner future.

The announcement follows COP26, the global climate change summit held in Glasgow earlier this month, and supports the city’s ambition to become net zero by 2030. The Whitelee project will be the UK’s largest power-to hydrogen energy storage project, using an electrolyser powered by the renewable energy from the Whitelee Windfarm. This will create green hydrogen, a zero-carbon gas that is produced via electrolysis (splitting) of water, using renewable power.

Graham Cooley, CEO of ITM Power Ltd, said:

We are very pleased to be a partner in Green Hydrogen for Scotland and this first project, Green Hydrogen for Glasgow, will see the deployment of the largest electrolyser to date in the UK.

Jim Mercer, Business President, BOC UK & Ireland said:

The Green Hydrogen for Glasgow project is both innovative and exciting. It will help to shape the future of energy storage and demonstrate the value of hydrogen to Scotland’s growing low-carbon economy. This project will accelerate development across multiple disciplines – from production and storage, to transportation and end use.

Barry Carruthers, ScottishPower Hydrogen Director, said:

This blend of renewable electricity generation and green hydrogen production promises to highlight the multiple ways in which society can decarbonise by using these technologies here and now.

Building on the government’s plans to make the UK a world-leading hydrogen economy and ensure the sector has the skilled workforce it needs, an additional £2.25 million in new government funding will support the development of hydrogen skills and standards in the UK.

This funding, under the Net Zero Innovation Portfolio, will see the British Standards Institution (BSI) develop technical standards for hydrogen products, and a consortium comprising Energy and Utility Skills and the Institution of Gas Engineers and Managers, will establish new standards and training specifications to facilitate the training of hydrogen gas installers.

The Whitelee project will propel the UK’s Green Industrial Revolution and create high-skilled jobs in Glasgow and at ITM Power’s location in Sheffield supporting green growth. It will also create opportunities across the country in the near term and set the groundwork for longer-term economic growth, with the expansion of hydrogen businesses across the UK underpinning high-quality green jobs, putting the UK at the forefront of this new international market.

Creditos: UK Gov. ( Press Release)

Acompanhamento da Crise Hídrica – Mais empresas preocupadas com a situação dos reservatórios, retorno do La Niña e desligamento prematuro das Térmicas.

“Conforme temos expressado neste blog, nada garante que chegaremos no final do período úmido com o nível dos reservatórios recuperados. Deveria haver uma análise mais profunda do regime de chuvas dos últimos 5 anos (e não 30 anos!) por parte do ONS, pois o clima está mudando. De nada adianta desligar agora e depois ter que despachar Térmicas mais caras no futuro. Deveríamos armazenar energia em forma de água nos reservatórios, de forma que a conta a ser paga pelos consumidores (igualmente iremos pagar se não chover!) seja de forma mais linear, e não de uma só vez como aconteceu em 2021” – Tulio Chipoletti

Mercurio Trading demonstra preocupação com desligamento de térmicas.

A comercializadora Mercurio Trading vem estudando o comportamento do clima nesta transição do período seco para o úmido e se mostra preocupada com a possibilidade de a sinalização positiva de outubro e da primeira metade deste mês levar as autoridades a se precipitarem no desligamento de térmicas que já vem ocorrendo.

A líder do Clima da Mercurio, Gyslla Vasconcelos, admite que há uma tendência de um período úmido razoável no subsistema Sudeste/Centro-Oeste (SE/CO), responsável por cerca de 70% da capacidade de armazenamento do SIN, mas recomenda cautela.

Segundo ela, é preciso estudar com atenção para definir se vai ser preciso manter as flexibilizações de bacias implantadas a partir de julho deste ano e uma gestão equilibrada para que não cheguemos ao período seco de 2022 com os reservatórios deplecionados como aconteceu este ano.

Para Vasconcelos, “é preciso manter os despachos de térmicas por garantia energética” mesmo que os modelos computacionais digam o contrário. Toda essa preocupação está associada à situação ainda crítica dos reservatórios do SE/CO, apesar da melhoria recente, e de o fenômeno La Niña, que reduz as precipitações no Sul e Sudeste, estar de volta como no ano passado, ainda que mais fraco.

No último domingo (21/11), os reservatórios do SE/CO estavam com 19,33% da capacidade, melhor do que os 16,62% de 01/10, mas ainda abaixo dos 19,90% de 21/11 do ano passado. Com La Niña fraca – esfriamento das águas do Pacífico Equatorial entre -0,5 e -1,0 grau –, a meteorologista disse que o período úmido será melhor do que o de 2020/2021, mas certamente não haverá um “super período úmido”, necessário para uma recuperação robusta dos reservatórios.

No dia 12/11 passado, o ONS foi autorizado pelo CMSE a reduzir a geração térmica fora da ordem de mérito como forma de reduzir a pressão sobre os preços da energia.

Embora entenda que as medidas tomadas pelo governo, associadas à ajuda de São Pedro em outubro, evitaram o pior no período seco que está terminando, Eduardo Faria, sócio-diretor da Mercurio, adverte que 2021 foi um aprendizado para que não se repitam certos erros em 2022, como o desligamento de térmicas feito em fevereiro, obedecendo as sinalizações dos modelos.

Créditos: Energia Hoje. Imagem Click Petróleo e Gás.