COMISSÃO EUROPEIA APROVA PROPOSTA QUE CLASSIFICA NUCLEAR E GÁS NATURAL COMO FONTES SUSTENTÁVEIS.

A Europa está adotando um passo importante para a transição energética, pois sabe que a transição para o mundo da energia com zero emissão de carbono não se dará da noite para o dia. Até 2050, que é quando os países se comprometeram com o “net zero”, o mundo seguira necessitando destas duas fontes de energia, a nuclear e o gás natural; caso contrario não haveria mais esforço exploratório do gás natural, não haveria mais financiamentos e os preços da energia iriam escalar de forma descontrolada. A razão ganhou força, e a Europa como sabemos, é extremamente dependente destas duas fontes de energia, não poderia dar um salto no escuro, e por isso saiu na frente. Sabemos da extrema dependência da Europa do gás vindo da Russia, por isso a abertura de novas frentes de exploração será vital nos próximos 20 anos. Esperamos que o Parlamento Europeu e o Conselho dos países aprove.

Tulio Chipoletti

A Comissão Europeia aprovou na manhã de hoje a proposta de conferir um selo verde para o gás natural e a energia nuclear, classificando as duas fontes como sustentáveis. O aval foi dado pelo colegiado de comissários europeus. O próximo passo agora será a aprovação da proposta pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho, que têm um prazo de quatro meses para avaliar a sugestão.

A comissão disse que “há um papel para o investimento privado em gás e atividades nucleares na transição”. As atividades de gás e nuclear “estão alinhadas com os objetivos climáticos e ambientais da União Europeia”, afirmou a entidade. Isso, segundo a comissão, ajudará a afastar o consumo de fontes mais poluentes.

Nossa missão e obrigação é a neutralidade climática. Precisamos agir agora se quisermos cumprir nossas metas para 2030 e 2050”, disse o vice-presidente executivo Valdis Dombrovskis (foto) da Comissão Europeia. A lei pretende proporcionar uma “transição justa, como ponte para um sistema de energia verde baseado em fontes de energia renováveis. Isso acelerará o investimento privado de que precisamos, especialmente nesta década”.

A Comissária de Serviços Financeiros Mairead McGuinness destacou o papel de maior clareza. “Estamos aumentando a transparência do mercado para que os investidores possam identificar facilmente as atividades de gás e nuclear em qualquer decisão de investimento”, disse. O grupo projeta que o gás fornecerá 22% de seu consumo de energia em 2030 e 9% em 2050.

O Conselho tem o direito de se opor aos planos por maioria qualificada. Ou seja, precisará de pelo menos 20 estados membros. O Parlamento exigiria uma maioria de seus membros, pelo menos 353 deputados. Se esses dois órgãos aprovarem, o ato entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2023.

Fonte: Petronotícias

O mapa da energia na Europa pode mudar com o agravamento da crise da Ucrânia, entre a Russia e União Europeia e Estados Unidos.

A Europa nunca esteve tão vulnerável, em termos de energia, por depender 40% das importações de gás natural proveniente da Russia, que em caso de conflito serão fechadas estas rotas do dia para a noite. Os preços do gas natural disparam, pois a Europa está no inverno e vai depender de importações de LNG vindas dos Estados Unidos ou outros países produtores como o Quatar. O preço do barril do petróleo Brent, está em 90 US$/barril.

Vladimir Putin and Gazprom CEO Alexei Miller- Foto: Sputinik/Reuters/Scanpix

Russia’s dispute with the US and Nato over Ukraine is prompting talks and preparations aimed at reducing Europe’s reliance on Russian energy supplies.

Sabre-rattling by Russia on the Ukraine border has led to military preparations in the West and sent the cost of Brent crude to nearly $90 per barrel.

Gas prices have already hit record levels in Europe this winter, partly due to a downturn in supplies from Russian state gas monopoly Gazprom.

With Ukraine being a key energy pipeline hub, some argue Europe is facing the worst energy crisis since the Arab oil embargoes of the 1970s.

There are fears that military turmoil in the Ukraine could cause Russia to turn off gas supplies, potentially causing power blackouts and heating loss in Europe.

The Kremlin cut gas exports from Russia into the Ukraine in a series of disputes between 2005 and 2009 allegedly over payment issues, but the moves were also seen as political.

After seizing Crimea from Ukraine in 2014, Russia has made clear it regards Kiev’s increasingly close political and economic relationship with the West as a threat.

Nord Stream 2 warnings

In return, Nato and the West are mobilising ships and military equipment while warning that permissions around the planned Nord Stream 2 gas transport system under the Baltic from Russia to Europe should be withheld.

The US is also under pressure at home to beef up sanctions against Russia and President Vladimir Putin, and to further target oil and gas executives who have close connections with him.

Pursuing alternatives

Russia produced nearly 10 million barrels a day of crude in the final quarter of 2021 – much of which ended up in European refineries.

Poland has recently brought in Saudi Arabia to provide more crude to the eastern European country and invest in its domestic refineries in a bid to reduce reliance on Russia.

Poland and Russia have also recently been in dispute over the price of gas.

The European Union in normal times receives 40% of its gas from Siberia and is feeling increasingly compromised over how to deal with Putin’s threats.

French President Emmanuel Macron, has caused concerns inside the US and the Nato military alliance by saying the EU should forge its own response to Russia.

Overtures to Qatar

Meanwhile, the US has contacted energy-rich Qatar to request help with providing more gas to Europe in the event of a Russian invasion of Ukraine.

Most Qatari gas currently goes by ship as liquefied natural gas to Asia, with European supplies limited after a row between Doha and Brussels around past fixed contracts.

Europe’s need to dilute its dependence on Russian gas may encourage a more positive dialogue with Qatar and bring back stalled investment.

Some argue that Russia’s ability to use gas as a weapon in Europe to pursue political or economic goals is another reason why countries should fast track home-grown renewables such as wind power.

Meanwhile, Gazprom has started to look to China as a more interesting future export market as Europe becomes increasingly complicated.

Putin’s winter manoeuvres may have already changed the global energy map in ways the Kremlin might not have anticipated.

Fonte o artigo do site Upstream, Opinion.